- A vítima, Ana Cláudia Rodrigues, foi empurrada de um penhasco de cerca de cinquenta metros no parque estadual de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, na segunda-feira, 25, após deixar a filha na escola.
- O ex-marido, Silvanildo Amâncio de Araújo, foi preso no dia seguinte após confessar o ataque; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
- Ana Cláudia afirmou ter sido perseguida durante o trajeto, puxada para o carro e mantida sob ameaça de faca no pescoço.
- Dentro do carro, ele disse que não a mataria e que a amava, e, no penhasco, insistiu para escolher o local onde ela morreria; a vítima mencionou a possibilidade de abuso sexual durante o ocorrido.
- A defesa de Silvanildo descreve o caso como incidente isolado; Ana Cláudia disse que, mesmo na queda, teve pensamento de seus filhos.
Ana Cláudia Rodrigues foi empurrada de um penhasco por seu ex-marido, Silvanildo Amâncio de Araújo, em um parque estadual de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. O fato aconteceu na segunda-feira, 25, após ela deixar a filha na escola e seguir para o trabalho.
Ela afirma não ter percebido a perseguição durante o trajeto. No caminho, o carro dele apareceu à frente, a abordou e a levou para o veículo, sob ameaça de faca pressionando o pescoço.
Dentro do carro, a vítima relatou que ouviu comentários sobre o que ocorreria, com o agressor tentando parecer calmo e negando que fosse matá-la. O episódio terminou no parque, segundo o relato, com o homem decidindo o local da queda.
A mulher descreveu que foi levada até o paredão de aproximadamente 50 metros de altura, onde houve várias tentativas de atrasar a queda. Ela dizia ter filhos na cabeça naquele momento, sem crer que fugiria com vida.
Após cerca de duas horas de agressões, Silvanildo procurou um ponto específico do penhasco e a jogou. Ana Cláudia caiu e pediu que a deixou viver, alegando a presença de proteção divina durante a queda.
O agressor fugiu após o crime. Na manhã seguinte, ele foi preso após confessar o ataque. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A defesa sustenta que o caso foi um incidente isolado; o casal namorava há 12 anos e o relacionamento era conturbado, segundo a vítima.
Investigação e defesa
A defesa afirmou que vai colaborar com as autoridades e que não há histórico de violência comprovado fora deste episódio. As informações sobre as investigações são detalladas pela Polícia Civil. A vítima permanece em acompanhamento médico e psicológico.
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