- O sando, sanduíche japonês com pão de leite macio, ganhou popularidade em São Paulo, aparecendo em padarias, cafeterias, restaurantes e bares.
- O sucesso depende de técnica e qualidade do pão (shokupan); chefs destacam que, se o pão não estiver correto, o recheio falha.
- Exemplos na cidade vão do SandoBeef do Câmara Fria (bar speakeasy) a propostas da Momonoki, Casa Hario e Su, com variações que mantêm DNA japonês.
- A faixa de preços e formatos é ampla: delivery de sandos como Sando Katsu Crocante e opções premium como Wagyu Sando em restaurantes, chegando a valores elevados.
- Especialistas veem o sando como tendência instalada: pode não haver dezenas de casas dedicadas, mas o formato tende a ficar em cafeterias, restaurantes asiáticos e hamburguerias, mantendo o equilíbrio entre técnica e identidade.
O sando, sanduíche japonês feito com pão de leite, ganhou espaço definitivo em São Paulo. Chefs, bares e padarias adotaram a receita simples com técnica apurada, resultando em uma febre que atravessa formatos de serviço. O tempero convivial é somado à precisão da montagem.
O formato, que leva pão macio, recheio generoso e montagem cuidadosa, depende de detalhes como temperatura, espessura da fatia e pressão ao cortar. A simplicidade aparente cobra técnica, tornando o preparo essencial para o resultado.
O pão de base, o shokupan, recebe atenção especial. Fermentação natural, miolo úmido e casca delicada distinguem o sando de sanduíches comuns. Chef Fabiano Sado, da Momonoki, ressalta que pão errado compromete tudo.
Na Vila Madalena, a Momonoki gestiona versões que abastecem outras casas. Sado enfatiza que o segredo está no básico: pão certo, recheio equilibrado, molho adequado. Inovação vem, mas com respeito à essência do sando japonês.
Casas como a Casa Hario, em Itaim Bibi, utilizam o shokupan para pratos ao longo do dia. O Tamago Sandu figura entre opções clássicas, enquanto variações com presunto cru e muçarela ampliam o vocabulário brasileiro.
O fenômeno se ampliou para o universo de bares. O Câmara Fria, em Moema, oferece o SandoBeef com carne cozida na cerveja escura, picles de maxixe e molho do cozimento. A proposta dialoga com a carta de cervejas artesanais.
No mesmo corredor criativo, o Coda e a equipe de alta coquetelaria desenvolvem experiências com o sando, mantendo a linha de pesquisa entre tradição e inovação. O sanduíche surge como prato de assinatura em ambientes sofisticados.
O Rabo di Galo, no Rosewood São Paulo, traz o Galo Sando, frango frito com barbecue artesanal e mostarda fermentada, servido em bandeja de estilo. O equilíbrio entre conforto e técnica permanece como eixo.
No delivery, o Otodokê funciona apenas por aplicativo, levando sandos em raio de 15 km. O Sando Katsu Crocante e o Sando Nasu chegam embalados para almoço no trabalho. A entrega amplia alcance e conveniência.
No fim do espectro de preço, o Wagyu Sando aparece no Varanda D.inner, por cerca de R$ 450. O prato integra jantar autoral com wagyu empanado, molho tonkatsu e maionese de wasabi, refletindo o alinhamento entre luxo e precisão.
Padarias artesanais também exploram o formato. A Trez Padaria, no Jabaquara, sugere o Croissant Tamago Sando, com preço de R$ 25, substituindo o pão por massa folhada, mantendo recheio cremoso com alga nori.
A fusão de culturas segue firme. Na Noul Padaria, o Bulgogui Sando traz carne marinada ao estilo coreano; o Kimchi Avocado acrescenta fermento picante com guacamole, demonstrando versatilidade do formato.
Chefs brasileiros ressaltam a identidade do sando. Renato Fecchio, da DCK Burger, destaca o desafio de equilibrar técnica, textura e identidade, preservando a delicadeza original japonesa e trazendo personalidade brasileira.
Especialistas destacam que o sando pode deixar de ser apenas moda, mas manter espaço estável em cafeterias, restaurantes asiáticos e hamburguerias. A prática é vista como combinação de rapidez, conforto e apelo visual.
Especialistas também sinalizam confiança de que o sando pode perdurar em cards de casas diversas, sem exigir especialização exclusiva. A aposta é pela continuidade da presença em menus variados.
Enquanto isso, vídeos de corte continuam a atrair visualizações, mantendo o hábito de registrar a montagem precisa. Em São Paulo, novos estabelecimentos devem seguir explorando o formato com equilíbrio entre tradição e inovação.
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