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Fim da escala 6×1 eleva debates sobre lazer e qualidade de vida no Brasil

Senado vota PEC que reduz jornada e extingue a escala 6×1; especialistas apontam ganho de tempo livre e qualidade de vida, com impactos maiores para mulheres

O lazer produz impactos positivos na saúde física, mental, emocional e social – Foto: Agência Brasil
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  • A PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e extingue a escala 6×1 foi aprovada em dois turnos pela Câmara e segue para o Senado, com voto previsto antes do recesso de julho.
  • O debate não é apenas sobre trabalho; envolve direito ao tempo livre, saúde e qualidade de vida.
  • O professor Ricardo Ricci Uvinha, da USP, afirma que o lazer é um direito social e essencial à saúde física, mental, emocional e social.
  • O lazer melhora o sono, fortalece as relações familiares e amplia a participação social, destacando a necessidade de políticas que assegurem esse direito a todos.
  • A desigualdade de gênero se acentua: mulheres enfrentam dupla jornada entre trabalho formal e tarefas domésticas, agravada pela maior participação nos cuidados com familiares e pela área tecnológica que difunde limites entre vida pessoal e profissional.

O Senado Federal deve votar a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e suspende a escala 6×1, após a aprovação em dois turnos pela Câmara. A votação é prevista antes do recesso de julho. A proposta envolve mudanças no tempo livre e na qualidade de vida dos trabalhadores.

O debate ganhou dimensão de saúde pública e de direitos sociais. Especialistas destacam que o lazer impacta positivamente a saúde física, mental e social, indo além da mera produtividade. O tempo livre passa a ser visto como necessidade humana e direito social.

Para o professor Ricardo Ricci Uvinha, da USP, não se trata apenas de horas, e sim de acesso a momentos de convivência, sono de qualidade e participação cultural. O lazer é apresentado como instrumento de desenvolvimento pessoal, não como recompensa.

Desigualdade de gênero

A dupla jornada permanece mais presente entre mulheres, que acumulam trabalho formal e tarefas domésticas. O especialista aponta que esse desequilíbrio acentua desigualdades e ruim equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mesmo com avanços tecnológicos.

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