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Justiça determina sigilo bancário de Casares e investigados no caso do camarote

Justiça determina quebra de sigilo bancário de Júlio Casares e de quatro investigados em esquema de camarotes no Morumbi

Júlio Casares teve sigilo bancário quebrado pela Justiça.
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  • Justiça determinou a quebra do sigilo bancário de Júlio Casares, ex-presidente do São Paulo, e de mais quatro investigados no caso do camarote do Morumbi.
  • A força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público terá acesso a movimentações e registros financeiros para avançar no inquérito sobre venda clandestina de ingressos do camarote 3A.
  • A decisão baseou-se em depoimentos e em material apreendido; a operação resultou na apreensão de R$ 28 mil e de documentos que detalham o esquema desde 2023.
  • O caso contribuiu para a renúncia de Casares em janeiro e, em abril, Mara Casares e Douglas Schwartmann foram expulsos do quadro associativo.
  • Também há investigação sobre a venda de ingressos para show de Shakira em fevereiro de 2025, com a participação de uma intermediária envolvida na operação.

A Justiça abriu a quebra do sigilo bancário de Júlio Casares, ex-presidente do São Paulo, e de outras quatro pessoas citadas em inquérito que investiga uso irregular de camarotes no Morumbi. A força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público acompanha o caso, e as informações financeiras serão analisadas para esclarecer o esquema.

Além de Casares, tiveram sigilo bancário aberto Mara Casares, ex-mulher do ex-presidente e antiga diretora cultural; Douglas Schwartazemann, ex-diretor de futebol de base; Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral; e Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema. A decisão foi comunicada pelo Ge e confirmada pelo Estadão.

A quebra de sigilo foi autorizada com base em depoimentos de testemunhas e no material apreendido em operação da força-tarefa no início do ano. A ação resultou na apreensão de 28 mil reais e em documentação que detalha o funcionamento do esquema desde 2023.

Em dezembro, o MP-SP foi acionado para apurar venda irregular de ingressos de um camarote do MorumBis para show de Shakira, previsto para fevereiro de 2025. O espaço não era comercializado oficialmente e foi cedido a uma intermediária, que cobrava valores não repassados a terceiros.

O escândalo, somado a outra apuração sobre suposto desvio de verbas no clube, levou à renúncia de Casares da presidência em 21 de janeiro, após aprovação de impeachment pelo Conselho Deliberativo. Em abril, Mara Casares e Schwartazemann foram expulsos do quadro associativo.

Contexto do camarote e desdobramentos

O MorumBis abriga diversos camarotes, incluindo o 3A, conhecido como Sala Presidencial, localizada em posição estratégica. Mara Casares e Douglas Schwartzmann são apontados como envolvidos na venda não autorizada de ingressos do camarote 3A, segundo áudios apresentados pela investigação.

A intermediação envolveu Rita de Cassia Adriana Padro, da The Guardians Entretenimento Ltda, responsável pela venda e repasse de entradas a terceiros. Adriana acionou processualmente Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda, por suposto desvio de 60 ingressos para show da Shakira; o processo foi retirado posteriormente.

A Polícia Civil de São Paulo investiga, por meio de uma força-tarefa com o MP, três linhas de apuração relacionadas ao clube. A investigação sobre o camarote, porém, está entre as ações mais avançadas até o momento, com coleta de dados financeiros em andamento.

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