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Ubuntu 26.04 é o sistema para a era da IA, afirma Mark Shuttleworth

Ubuntu 26.04 é apresentado como OS para a era da IA, com ambientes de desenvolvimento dedicados, maior segurança e a ferramenta Workshop

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  • Mark Shuttleworth afirmou, em evento da Ubuntu Summit, que o Ubuntu 26.04 foi criado para desenvolvedores de IA e para a era dos agentes, com ambientes de IA integrados.
  • O lançamento privilegia a entrega via snaps com confinamento, atualizações rápidas e auditoria, considerados o caminho mais seguro para distribuir software no Linux.
  • A sandboxização evolui para incluir LXD, Multipass e microVMs, permitindo isolar agentes de IA e SDKs com alta densidade e segurança.
  • Workshop, ferramenta baseada em LXD, facilita onboarding de desenvolvedores e agentes em espaços de trabalho “agentic” com segredos e recursos controlados.
  • O 26.04 traz Rust na base do sistema (coreutils, sudo-rs) e UPKI, além de melhorias de tempo com NTP-rs, mirando segurança, desempenho e suporte a GPUs, com um novo pipeline de releases mensais.

Ubuntu 26.04 chega com foco na era de IA, segundo Canonical. A empresa afirma que o sistema operacional foi pensado desde o início para desenvolvedores de IA, com ambientes de desenvolvimento específicos e reforço de segurança.

Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, destacou que a atualização prioriza entregas rápidas via snaps, com atualização contínua, auditoria e controle. A meta é oferecer bits confiáveis para várias distribuições Linux, mantendo governança de segurança.

Na prática, o Ubuntu 26.04 traz um ecossistema de isolamento robusto. Apps confinados, containers Docker/OCI, LXD e microVMs devem coexistir, permitindo que agentes de IA rodem em ambientes fortemente restritos.

Snaps e novas permissões

A linha de confinação de snaps ganha prompts de permissão mais finos, parecidos com Android e iOS. Quando um app confinado tenta acessar câmera ou microfone, o usuário recebe uma solicitação clara de autorização.

A proposta é oferecer uma experiência segura sem perder agilidade. O objetivo é facilitar o uso de ferramentas de IA sem abrir brechas de segurança no sistema.

Workshop e onboarding de desenvolvedores

O Ubuntu Workshop, ferramenta baseada em LXD, cria ambientes de trabalho segmentados para agentes e desenvolvedores. A definição é armazenada em repositório, simplificando a clonagem e o lançamento de ambientes sandbox.

Com o Workshop, é possível introduzir credenciais sensíveis sem expor o ambiente inteiro. Isolamento ajuda a gerenciar SDKs assinados e acesso a dados específicos.

IA implícita e explícita

A abordagem de IA de Canonical combina recursos implícitos com recursos explícitos. Melhorias locais de acessibilidade, voz para texto e foco de câmera aparecem cedo. Novos recursos explícitos devem chegar com cautela, em etapas.

Entre as promessas, está a integração de Whisper em áreas de texto, com interfaces que facilitam a entrada de dados por voz.

Suporte a GPU e interoperabilidade

A cooperação com NVIDIA e AMD facilita a instalação de CUDA e ROCm via apt. Drivers e pilhas são testados em 26.04, assegurando compatibilidade com aceleração de hardware.

O técnico da equipe afirmou que o suporte melhora a experiência de usuários com GPUs de várias arquiteturas, incluindo opções otimizadas para Linux.

Segurança, Rust e PKI

Ubuntu 26.04 introduz reforço de segurança com Rust no núcleo. Ferramentas críticas passam por rewrites em Rust, incluindo sudo-rs, que reduz vulnerabilidades no limite de privilégios.

Planos incluem substituir bzip2 por uma implementação Rust, visando eficiência. UPKI centraliza revogação de certificados, com suporte a criptografia moderna no conjunto de ferramentas.

Lançamento otimizado para IA

O lançamento 26.04 segue um novo manifesto de engenharia, com pipeline de releases mensal. A equipe afirma ter atingido todas as metas mensais, tornando o LTS mais previsível.

Canonical tem aumentado a produção de conteúdo e engajamento comunitário, ampliando a base de desenvolvedores e de usuários que acompanham as novidades do Ubuntu.

Compromisso com acessibilidade e abertura

Shuttleworth e Seager destacaram a continuidade de oferecer exatamente os mesmos bits, mantendo o Ubuntu acessível a diferentes perfis de usuários. A ideia é evitar dependência excessiva de modelos proprietários na nuvem.

Seager ressaltou o papel de código aberto no domínio da IA, defendendo a participação da comunidade na evolução de componentes abertos, com foco em qualidade e segurança.

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