- Iniciou a fase de debates no Tribunal do Júri, com Monique Medeiros e Jairinho, no caso da morte de Henry Borel, ocorrido quando ele tinha quatro anos.
- O promotor Fábio Vieira questionou a atuação de Monique como professora e diretora de escola, perguntando como ela não percebeu sinais de perigo no companheiro, que invadiu a casa, enforcou Henry e instalou um espião no telefone, segundo ele.
- Vieira afirmou que Monique tinha independência financeira e rede de apoio, sugerindo que isso enfraquece a tese de subserviência, e citou depoimento de Débora para indicar histórico de comportamento preocupante do réu. Houve menção de que Monique poderia ter ciência do relacionamento de Jairinho com outra pessoa ao iniciar o namoro.
- O promotor traçou o perfil dos dois réus, afirmando que Jairinho seria um psicopata severo e atribuindo traços de narcisismo a Monique, que não assumiria erros para proteger o filho. Citou ainda relatos de que Henry reclamou de um abraço apertado e de que a babá relatou Jairinho ter se trancado no quarto da criança.
- A promotora Audrey Alves destacou os fatos após a morte, como a dúvida sobre qual roupa usar para ir à delegacia e a ida ao salão de beleza no dia do enterro, enquanto a defesa de Jairinho promete rebater as acusações; a defesa de Monique não se manifestou até o fechamento desta matéria.
O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, entrou na fase de debates com foco na atuação de Monique antes e depois da morte de Henry Borel. O Tribunal do Júri ouviu argumentos de acusação e defesa no décimo dia de sessão, em data recente.
O promotor Fábio Vieira abriu a sustentação destacando supostos sinais de alerta ignorados pela ré, mesmo com formação na área de educação. Ele questionou como alguém com experiência em escola não reconheceu risco no comportamento do companheiro, citando episódios de invasão da casa, pressão sobre o telefone e ciúmes intensos.
Para Vieira, o fato de Monique ter independência financeira e rede de apoio familiar enfraquece a tese de subserviência. O promotor também trouxe depoimento de Débora, ex-companheira de Jairinho, para indicar um histórico de comportamento preocupante do réu e sugeriu que Monique poderia ter ciência do relacionamento dele com outra pessoa.
O promotor traçou um perfil duro dos réus, afirmando que Jairinho seria um psicopata severo e que Monique apresentaria traços de narcisismo. Segundo ele, a mãe falhou em assumir erros quando deveria ter protegido Henry, defendendo que Monique se apresentava como a melhor mãe apesar dos acontecimentos.
Entre os pontos citados, o promotor ressaltou que Henry relatou, antes da morte, um abraço apertado de Jairinho e que uma babá relatou o pai ter se trancado no quarto da criança. A defesa foi destacando que Monique não teria desconfiado dessas situações como mãe, segundo os relatos apresentados.
O promotor também relembrou que, na noite do crime, Henry pediu para dormir na casa da avó materna e que a decisão da mãe não atendeu ao pedido de socorro apresentado pela criança. Esses elementos compõem a linha de investigação em curso no júri.
Postura após a morte também é questionada
A promotora Audrey Alves concentrou a sustentação no comportamento de Monique nos dias após a morte. Dois episódios foram destacados: a suposta necessidade de orientação sobre o que vestir para ir à delegacia e a ida a um salão de beleza no dia do enterro de Henry.
A promotora questionou a adequação de tais atitudes para uma mãe em luto, sem detalhar interpretações pessoais. Ela reforçou que tais episódios devem ser avaliados pela Justiça sem pressupostos.
Defesa contesta o laudo de psicopata severo
A defesa de Jairinho informou que vai contestar as acusações no tempo próprio da sustentação. O advogado Rodrigo Faucz afirmou que o laudo que classifica o réu como psicopata severo não é definitivo, alegando fragilidades no processo de avaliação.
A defesa de Monique Medeiros não se pronunciou até o fechamento desta matéria. Os debates continuam no Tribunal do Júri, com novas intervenções de acusação e defesa antes da decisão final dos jurados.
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