- O tapeçário de Bayeux, com 950 anos, fará uma viagem histórica a londres pela terceira vez, ficando nove meses em exibição no Museu Britânico.
- Para evitar danos, o tapeçário será acondicionado em uma dupla caixa, com uma casca externa, durante o transporte.
- Ensaios com cópias realizados em fevereiro e abril mostraram que choques são absorvidos em 96%, ainda que as ruas inglesas apresentem mais solavancos que as francesas.
- O transporte terá data em julho mantida em segredo por razões de segurança; ao chegar, o tapeçário será desembalado com o mesmo cuidado usado no armazenamento.
- Embora alguns especialistas permaneçam céticos, autoridades francesas afirmam que os testes provaram a viabilidade técnica e que nenhum detalhe foi deixado ao acaso.
The Bayeux Tapestry, com 950 anos, será levado pela terceira vez na história para Londres, onde ficará em exibição por nove meses no British Museum. A operação visa garantir a segurança da peça durante o deslocamento e acesso público, entre julho e a data mantida em segredo por motivos de segurança.
Autoridades francesas, representadas pela direção de Patrimônio e Arquitetura do Ministério da Cultura, asseguram que tudo foi cuidadosamente planejado. A peça ficará em uma caixa dupla, com uma casca externa para proteção contra choques.
Antes da viagem, dois ensaios com cópias simuladas confirmaram a absorção de impactos em 96% do esperado, levando em conta vibrações do tráfego rodoviário. O objetivo é manter a integridade do tecido durante o trajeto entre Bayeux e Londres.
Detalhes logísticos
A data exata do transporte permanece confidencial, prevista para julho. O deslocamento envolve equipes especializadas, com o mesmo cuidado utilizado na remoção e armazenamento na origem.
A exposição no British Museum marca um marco histórico, após a passagem pela Catedral de Bayeux e outras trajetórias, com o objetivo de fortalecer laços culturais entre França e Reino Unido.
Contexto histórico
A tapeçaria, na prática uma embroidery em linho, retrata eventos que antecedem a Batalha de Hastings, ocorrida em 1066, e foi criada após a conquista normanda da Inglaterra. Noruega e França, entre outras épocas, discutiram seu retorno a editoras britânicas ao longo dos anos.
A iniciativa, anunciada pelo presidente francês Emmanuel Macron em 2025, visa fortalecer vínculos entre as nações em um momento de instabilidade global. Como contrapartida, o Reino Unido disponibilizará peças de valor para museus na Normandia.
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