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Caso Henry Borel: Jairinho pedem anulação de júri que perdoou Monique

Acusação pede anulação do júri que perdoou Monique, alegando erro na formulação dos quesitos que influenciou a decisão sobre Jairinho.

Monique e Jairo foram submetidos ao júri popular
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  • A acusação pediu a anulação do júri que condenou Jairinho a 43 anos, nove meses e vinte dias de prisão pela morte de Henry Borel e que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros.
  • O assistente de acusação afirmou que houve erro na apresentação dos quesitos aos jurados, o que poderia ter comprometido a decisão.
  • Cristiano Medina classifica o perdão judicial como uma aberração jurídica; o Ministério Público do Rio também anunciará recurso.
  • O júri foi o mais longo da história do estado, com onze dias de depoimentos, e Jairinho foi condenado; Monique teve a piora na imputação de homicídio por omissão para homicídio culposo.
  • A defesa de Jairinho também pretende recorrer, alegando que a decisão contradiz as provas apresentadas; o pai de Henry reagiu à decisão sobre Monique à altura de uma “terceira morte” do filho.

Monique Medeiros e Jairinho foram a julgamento popular, concluído na madrugada de 4 de junho de 2026. A acusação busca anular o veredito, citando suposto erro na apresentação dos quesitos aos jurados. O foco é a decisão sobre a morte de Henry Borel, de 4 anos.

O ex-vereador Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte da criança. Monique Medeiros recebeu perdão judicial pela acusação de homicídio, com a qualificadora de omissão convertida para homicídio culposo. A defesa de Jairinho admite recorrer.

Segundo Cristiano Medina da Rocha, assistente de acusação, houve falha na formatação dos quesitos que induziram o jurado a entender homicídio culposo. Medina classificou o perdão judicial concedido a Monique como uma aberração jurídica.

Entenda o pedido de anulação

A acusação sustenta que as perguntas aos jurados foram alteradas, levando à conclusão de homicídio culposo. A pena aplicada a Monique já foi cumprida em parte, relacionada à omissão em um caso de tortura contra Henry. O pai da vítima, Leniel Borel, receberá indenização de danos morais de R$ 400 mil pela decisão.

A juíza Elizabeth Machado Louro disse que Monique foi alvo de massivo ataque nas redes sociais durante o processo, caracterizando misoginia. A magistrada afirmou que, apesar de não ser acusada de infligir diretamente as agressões, a mãe enfrentou hostilização intensa.

Há expectativa de que o pai de Henry reaja à sentença, chamando-a de terceira morte de seu filho. A defesa de Jairinho também pretende recorrer para tentar anular o júri, alegando contradição entre provas e decisão final.

Cronologia relevante

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após ser levado ao hospital pela mãe e pelo ex-vereador. A morte foi atribuída a hemorragia interna e lesões no fígado decorrentes de violência. A investigação apontou tortura e homicídio envolvendo Jairinho, com omissão de Monique.

Pouco tempo depois, ambos foram presos. Monique chegou a ficar solta, mas voltou à prisão. Com a condenação, Jairinho permanece detido até o julgamento dos recursos, enquanto Monique aguarda o andamento das ações relacionadas ao perdão judicial.

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