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Cinco livros na estante de Steffani Jemison revelam suas referências

Livros escolhidos por Steffani Jemison conectam resistência histórica, linguagem e prática artística

Steffani Jemison: *REVELATION*, 2017, neon, transformers, and hardware, 51 by 207 inches.
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  • Counternarratives, de John Keene — coletânea de contos que preenche lacunas históricas e testa perspectivas sobre passado e linguagem, com vozes negras diversas.
  • Black Aliveness, de Kevin Quashie — livro que apresenta uma teoria de construção de mundos negros a partir de poéticas feministas negras, conectando arte, política e existência cotidiana.
  • Essays One, de Lydia Davis — análise da escrita e do processo de revisão, incluindo múltiplos rascunhos e leituras de autores favoritos, além de reflexões sobre técnica literária.
  • Blacktop Wasteland, de S. A. Cosby — romance negro de crime que retrata a vida da região sul dos Estados Unidos, com foco em classe trabalhadora e referências culturais locais.
  • Slow Mania, de Nazareth Hassan — obra que combina texto e fotografia, explorando a produção artística negra e a vida em Brooklyn, com tom experimental.

Steffani Jemison revela seis leituras que acompanham sua prática artística. Em meio à mostra New Humans, no New Museum, um mecanismo discreto movimenta detritos como vidro, moedas e pedra, revelando o cruzamento entre lazer técnico e pesquisa histórica.

Jemison transit ja entre literatura e arte, com trabalhos que passam por ficção, ensaios e instalações. Em 2021 lançou a novela A Rock, A River, A Street, e prepara uma exposição sobre a “linguagem dos pássaros” no Münster, Alemanha. Suas obras costumam explorar literaturas alternativas como ferramentas de resistência.

A seguir, Jemison sustenta cinco livros que considera relevantes, escolhidos com foco na fusão entre escrita, imagem e história. O conjunto mostra uma leitura marcada por vozes não hegemônicas e formas experimentais de contar o passado.

Counternarratives

John Keene

As narrativas curtas revelam lacunas históricas com uso de linguagem, documentos e pontos de vista alternativos. O livro dialoga com obras como Trust, de Hernan Diaz, ao reimaginar arquivos invisibilizados. Keene mistura poesia e ficção, abrindo espaço para questionar o passado.

Black Aliveness

Kevin Quashie

Entre as leituras mais recomendadas por Jemison, este título propõe uma teoria de world-making negro a partir de poéticas feministas negras. O texto dialoga com Audre Lorde e June Jordan, trazendo trechos de poemas e reflexões sobre a vida cotidiana como resistência.

Essays One

Lydia Davis

A obra foca na revisão textual e na linguagem, indo além de guias de escrita. Apresenta um percurso de processos criativos, com rascunhos e leituras de autores favoritos, além de elogiar a relação entre escrita e artes visuais.

Blacktop Wasteland

S. A. Cosby

Romance policial negro contemporâneo, com cenário no sul dos EUA e referências à cultura popular regional. O livro abre com uma corrida de arrancada, destacando o cotidiano de classes trabalhadoras e humor afiado.

Slow Mania

Nazareth Hassan

A obra reúne peças teatrais e fotografia, explorando a produção artística negra. Narrativas dialogam com experimentação e ritmo, construindo uma atmosfera que enfatiza a vida urbana de forma imagética e textual.

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