- Guilherme Wisnik lançou o livro “Raízes do Futuro: Lúcio Costa e a Tradição Moderna”, publicado em Portugal pela Editora da Casa da Arquitetura, que recebeu o acervo do arquiteto.
- A obra revisita um ensaio de vinte e cinco anos sobre Lúcio Costa, considerado o principal formulador da arquitetura moderna no Brasil.
- O livro destaca a capacidade de Costa de valorizar o patrimônio histórico ao mesmo tempo em que projeta uma arquitetura voltada para o futuro, olhando para trás e para frente.
- A publicação ressalta o papel de Costa na construção da identidade da arquitetura brasileira, ligando tradição e modernidade e influenciando o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan) e o Plano Piloto de Brasília.
- Wisnik defende que o espaço público deve ser um lugar de convivência democrática, citando a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, e observando como a polarização recente desafia esse ideal.
O professor Guilherme Wisnik lançou o livro Raízes do Futuro: Lúcio Costa e a Tradição Moderna. A obra foi publicada em Portugal pela Editora da Casa da Arquitetura, instituição que recebeu o acervo do arquiteto brasileiro. O livro revisita e atualiza um ensaio de 25 anos sobre Lúcio Costa, considerado o principal formulador da arquitetura moderna no Brasil.
Wisnik destaca o papel de Lúcio Costa na construção de uma identidade própria para a arquitetura brasileira. O arquiteto teria sido capaz de unir tradição e futuro, conectando o patrimônio histórico a uma visão modernista da cidade. O título do livro nasce dessa leitura do passado com foco no potencial que ele aponta para o presente.
Legado e visão de cidade democrática
A pesquisa enfatiza a participação de Costa na criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje Iphan, e na elaboração do Plano Piloto de Brasília, vencedor em 1957. O projeto é considerado marco do urbanismo mundial e referência para discussões sobre espaço público e convivência democrática.
Para Wisnik, a atualidade de Costa está ligada à ideia de espaço público como palco de convivência cívica. A obra ressalta que a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes foram concebidas para símbolos de integração política. Tensões recentes, no entanto, colocam o tema da democracia em debate.
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