- Leniel Borel criticou o perdão judicial dado a Monique Medeiros e disse que “Mataram o meu filho pela terceira vez” após o julgamento.
- Henry Borel, com 4 anos, morreu em março de 2021; laudo apontou hemorragia interna causada por laceração hepática decorrente de forte impacto.
- A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique, afirmando que ela já sofreu castigo suficiente e mencionando reação social considerada discriminatória.
- O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação; Monique teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo.
- Jairinho também foi condenado a pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.
O pai de Henry Borel reagiu com indignação ao perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe da vítima, no julgamento que se encerrou na madrugada desta quinta-feira. Leniel Borel afirmou, em entrevista, que houve falha na responsabilização e afirmou que o seu filho foi morto pela “terceira vez”.
Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021, após ser levado por Monique e pelo então marido, o ex-vereador Jairinho. A família relatou que a criança caiu da cama e apresentou dificuldades respiratórias; porém, o laudo médico apontou morte por hemorragia interna causada por impacto contundente no fígado.
A decisão da juíza Elizabeth Machado Louro desclassificou a acusação contra Monique de homicídio doloso para homicídio culposo, concedendo-lhe perdão judicial com base em suposto castigo suficiente já suportado pela mulher. A magistrada também mencionou a percepção de uma reação social excessiva contra Monique.
A fala de Leniel criticou o argumento da juíza e associou a decisão a um precedente que poderia afetar outras famílias. O pai ressaltou que Monique estava presente no apartamento no momento em que Henry foi morto, ao lado de Jairinho, conforme o inquérito.
Condenação de Jairinho
Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo homicídio de Henry. O veredito saiu ao término de 11 dias de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sentença manteve a qualificação de homicídio triplamente qualificado e reconheceu violência extrema contra a criança, além de crimes de tortura e coação no curso do processo.
Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, mantendo o perdão judicial. A decisão foi anunciada ao final do julgamento, que começou em 25 de maio. A magistrada destacou a violência e a crueldade contra Henry, descrevendo a vítima como uma criança doce e bondosa.
Jairinho também recebeu pena adicional de indenização por danos morais ao pai de Henry, no valor de 400 mil reais. A sentença determinou que o regime inicial de cumprimento da pena seja o fechado.
As decisões deste caso consolidam o quadro de responsabilização penal de Jairinho e o desfecho parcial envolvendo Monique Medeiros, com desdobramentos ainda debatidos pela defesa e pela família da vítima.
Entre na conversa da comunidade