- Organizações criminosas pagam ao menos R$ 500 (ou US$ 97) a contrabandistas para transportar plumas adelgazantes do Paraguai ao Brasil.
- A operação ocorreu quando agentes federais, em um ônibus de Foz do Iguaçu para Florianópolis, apreenderam dezenas de ampolas de tirzepatida e mercadorias avaliadas em mais de R$ 300 mil.
- Uma passageira foi detida por transportar dispositivos eletrônicos de terceiros; medicamentos são fabricados no Paraguai, registrados na Dinavisa, mas proibidos no Brasil.
- A tirzepatida (Mounjaro) fora da cadeia regulatória pode estar contaminada ou ser ineficaz, com riscos à saúde.
- Pena prevista para crime contra a saúde pública varia de 10 a 15 anos de prisão; Paraná liderou em 2025 as apreensões de medicamentos em rodovias federais.
A Polícia Federal apreendeu dezenas de ampolas de tirzepatida, princípio ativo de Mounjaro, durante a fiscalização de um ônibus que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Florianópolis. A ação ocorreu após denúncia recebida pela PF, que encaminhou a fiscalização. No total, mercadorias avaliadas em mais de R$ 300 mil foram apreendidas; uma passageira foi detida por transportar dispositivos eletrônicos de terceiros.
De acordo com as autoridades, organizações criminosas pagam ao menos R$ 500 para contrabandistas trazerem as tais ampolas da fronteira paraguaia para o Brasil. A prática tem utilizado as rutas de contrabando por ocupar menor espaço e oferecer maior lucro em comparação com outras mercadorias ilícitas.
As drogas e itens farmacêuticos são fabricados em laboratórios no Paraguai e registrados na Dinavisa, mas não têm autorização de venda no Brasil. A fabricante Eli Lilly alerta que produtos fora da cadeia regulada podem estar contaminados ou apresentar falhas de eficácia devido à falta de controle de temperatura.
Quem for condenado por crime contra a saúde pública pode pegar de 10 a 15 anos de prisão, superior à pena prevista para o tráfico de drogas, segundo a PF. A superintendência da Polícia Federal de Carreteras no Paraná afirma que a fiscalização atua para coibir desvios na cadeia de medicamentos.
Paraná teve, em 2025, a maior quantidade de apreensões de medicamentos em rodovias federais, com 22.975 unidades, o que representa 33,5% do total nacional. A operação ressalta a atenção das autoridades brasileiras ao transporte irregular de itens farmacêuticos potencialmente perigosos.
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