- Testemunha de 18 anos, ex-enteada de Jairinho, relatou agressões na infância, incluindo ser levada a motéis onde ocorria afogamento na piscina.
- Ela disse que o ex-vereador afundava-a repetidamente até encostar no chão e, em outra ocasião, apertou o braço com força, causando necessidade de gesso.
- A jovem revelou que não contou à mãe na época por medo de deixá-la triste; a mãe só soube dos episódios cerca de um ano após o fim do relacionamento.
- O depoimento sustentou a tese de que Jairinho tinha um histórico de violência contra crianças e foi usado para reforçar a denúncia após a morte de Henry Borel, em 2021.
- Jairinho foi condenado a 43 anos e 9 meses de prisão por tortura e homicídio; o processo segue com recursos e possibilidade de anulação pela defesa.
O júri condenou Jairo de Souza Santos Junior, o Jairinho, a 43 anos e 9 meses de prisão por tortura e homicídio, no caso que envolve Henry Borel. A decisão ocorreu na madrugada de quinta-feira, após 11 dias de julgamento. A sentença não encerra o processo, que deve seguir em instância recursal.
Uma jovem de 18 anos, filha da ex-companheira de Jairinho, relatou aos jurados ter sido vítima de agressões quando tinha apenas 5 anos. No depoimento, ela disse que era levada a motéis e que, na piscina, era afogada e pressionada com o pé em direção ao fundo. Segundo a testemunha, as agressões também ocorreram em outras situações de violência física.
A jovem descreveu ainda episódios em que teve o braço apertado com força, o que resultou em necessidade de uso de gesso. Ela afirmou que não contou à mãe na época por medo de entristecê-la. A mãe revelou que passou a entender as agressões apenas cerca de um ano após o término do relacionamento com Jairinho, ao assistir a uma reportagem sobre violência infantil.
Depoimento da ex-enteada
Segundo relatos apresentados no julgamento, a dupla mãe e filha procurou autoridades após tomar conhecimento da morte de Henry Borel, em março de 2021. A mãe disse que informou o pai da vítima, Leniel Borel, sobre as novas informações. A jovem relatou ter carregado culpa durante muito tempo.
A defesa de Jairinho argumenta que a vítima não é o único alvo de discussões. A acusação sustenta que o depoimento reforça um padrão de violência contra crianças associado ao réu, conforme apurado pelas investigações.
Condenação e desdobramentos
Após a sentença, o Ministério Público informou que vai recorrer, alegando irregularidades na condução de perguntas aos jurados. Monique Medeiros, mãe de Henry, já está em liberdade, enquanto Jairinho permanece preso em Bangu, e a defesa pode solicitar a anulação do julgamento.
A decisão marca um desfecho importante do chamado caso Henry Borel, criado pela Lei Henry Borel para endurecer punições. O processo segue em curso, com possibilidade de novos recursos e desdobramentos judiciais.
Fonte: Fantástico/TV Globo
Entre na conversa da comunidade