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Mulher enfrenta 104 dias na UTI e 9 cirurgias após tumor de 12 cm

Mulher encara 104 dias na UTI e nove cirurgias após tumor de ovário de 12 cm se disseminar, evidenciando diagnóstico tardio e desafio terapêutico

Michelle Motta está em tratamento paliativo da doença — Foto: Arquivo pessoal
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  • Michelle Motta, de São Paulo, foi diagnosticada com recidiva do câncer de ovário e o tumor principal tinha 12 centímetros, com disseminação para baço, diafragma, intestino, peritônio e pulmões.
  • A paciente enfrentou 104 dias em UTI e passou por nove cirurgias, incluindo a retirada do ovário remanescente, útero, baço e partes do diafragma, pulmão, pâncreas e intestino.
  • O diagnóstico aconteceu após meses de sintomas como enjoo, dor abdominal e diarreia; antes, ouviu-se que era virose ou infecção intestinal.
  • A cirurgia mais ampla ocorreu no dia 30 de agosto de 2024, com recuperação difícil e afastamento da filha de dois anos durante boa parte do tratamento.
  • Hoje, Motta está em tratamento com hormonioterapia e não há vestígios da doença; mães e pacientes são orientadas a buscar avaliação médica diante de sinais persistentes.

Michelle Motta, assistente financeira de São Paulo, enfrentou uma recorrência grave do câncer de ovário após procurar atendimento médico diversas vezes com mal-estar, enjoo e dor. O quadro evoluiu para metástase disseminada, com tumor principal de 12 cm no ovário.

A paciente passou por 9 cirurgias e ficou 104 dias internada em unidade de terapia intensiva. O procedimento inicial ocorreu em 30 de agosto de 2024, após diagnóstico de metástases que atingiram baço, diafragma, intestino, peritônio e pulmões.

O caso de Motta ilustra a necessidade de diagnóstico precoce no câncer de ovário, que atinge cerca de 70% de pacientes já em estágio avançado ao diagnóstico, segundo a SBOC. Não há programa de rastreamento eficaz para a população em geral.

Histórico e desdobramentos

Motta foi diagnosticada pela primeira vez aos 22 anos, com tratamento conservador na época. Em 2020 ficou grávida e interrompeu o acompanhamento oncológico por gestação. Em 2023 retornou aos trabalhos, e no fim daquele ano surgiram sintomas intensos que levaram ao novo diagnóstico.

A cirurgia de 13 horas envolveu a retirada do ovário remanescente, trompas, útero, baço, parte do diafragma e do pulmão, além de fragmentos do pâncreas e do intestino. Três dias depois houve hemorragia que exigiu nova intervenção cirúrgica.

Posteriormente, Motta desenvolveu sepse e precisou de colostomia de emergência. A recuperação contou com fisioterapia domiciliária, após alta ocorrida em 11 de dezembro. Hoje, sob tratamento hormonal, não há vestígios evidentes da doença.

Apoio da família e mensagem de alerta

A distância da filha, que tinha dois anos na época, foi um dos maiores impactos emocionais durante o tratamento. A filha pôde visitá-la diversas vezes no hospital, com intervenções da equipe médica para viabilizar o contato.

A experiência levou Motta a compartilhar um alerta à população: o câncer de ovário costuma apresentar sintomas sutis e não há rastreamento eficaz para a população em geral. A recomendação é buscar avaliação médica diante de mudanças persistentes no corpo.

Fontes e contexto

Dados da SBOC apontam que o diagnóstico em estágio avançado é comum em câncer de ovário, reforçando a importância de avaliação médica rápida diante de sinais não específicos. A reportagem ressalta que o conteúdo base não substitui orientações médicas e que as informações são fornecidas para contextualizar o caso.

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