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Filho de Rob Reiner entra com ação de herança de quase R$ 10 milhões

Filho de Rob Reiner busca liberar US$ 750 mil de fundo fiduciário de US$ 1,5 milhão; defesa diz que atraso prejudica a defesa em caso de pena de morte ou prisão perpética sem condicional

Rob (à direita) e Michele Reiner (à esquerda) foram mortos a facadas em dezembro de 2025
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  • Nick Reiner, filho de Rob e Michele Reiner, busca liberar US$ 750 mil de um fundo fiduciário de US$ 1,5 milhão para custear a defesa.
  • O fundo previa que Nick receberia metade aos 30 anos e o restante aos 35; o administrador, o advogado Paul Kanin, se recusa a liberar os recursos.
  • A defesa afirma que a retenção compromete a preparação da defesa, já que Nick não tem outras fontes de financiamento e perdeu o advogado inicial.
  • Nick enfrenta acusação de homicídio qualificado e múltiplos assassinatos; a pena pode variar entre prisão perpeta sem condicional e pena de morte.
  • O administrador é acusado de usar recursos do próprio fundo para a disputa judicial, enquanto impede o acesso do beneficiário, aumentando a repercussão do caso em Hollywood.

Nick Reiner ajuizou ação na Justiça para liberar parte da herança deixada pelos pais, Rob e Michele Reiner. O processo envolve um fundo fiduciário de US$ 1,5 milhão criado pelos cineastas, com a pretensão de o filho liberar US$ 750 mil. O contexto envolve a acusação de assassinato contra Nick, em Los Angeles.

O caso foi aberto após a morte dos pais, ocorrida em dezembro de 2025, quando Rob e Michele Reiner foram assassinados a facadas. Nick, que então tinha 32 anos, é acusado de homicídio qualificado e de múltiplos assassinatos. A defesa sustenta que a liberação dos recursos é essencial para financiar a própria defesa.

Segundo a ação, o administrador do fundo, o advogado Paul Kanin, se recusou a liberar os recursos. O documento também acusa o fiduciário de usar parte do dinheiro para custear a própria disputa judicial, impedindo o acesso pelo beneficiário.

A defesa informou que Nick não possui outras fontes para arcar com os custos da defesa. O caso já teve mudanças na representação legal: o advogado Alan Jackson deixou o processo após a negativa de acesso ao fundo, e Nick passou a ser defendido por um defensor público.

De acordo com a petição, a demora na liberação pode comprometer a preparação do caso, prejudicando a investigação e o planejamento estratégico. Os advogados ressaltam que cada semana sem acesso aos recursos representa prejuízos não recuperáveis para a defesa.

O inquérito envolve ainda a avaliação sobre eventual impacto de questões de saúde mental e uso de drogas no histórico do réu, fatores que já haviam sido citados durante o andamento processual. A pena pode variar entre prisão perputa sem condicional e a pena de morte, dependendo da classificação final do tribunal.

Fundo fiduciário e governança

Os advogados alegam conflito de interesses entre o administrador e o beneficiário, apontando que o próprio fiduciário estaria financIando ações que dificultam o acesso aos valores. A defesa insiste que a liberação parcial é necessária para a defesa eficaz em um caso de alta complexidade.

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