- A Polícia Civil de São Paulo prendeu um suspeito no Mandaqui, considerado elo importante da engrenagem que movimenta furtos e roubos de celulares.
- Foram apreendidos 182 celulares e equipamentos para dificultar o rastreamento, incluindo uma gaiola de Faraday.
- No apartamento, também havia quatro jammers, usados para bloquear sinal e internet no prédio.
- A polícia afirma que o mercado paralelo negocia aparelhos conforme o potencial de lucro; o suspeito recebia, segundo as investigações, cerca de mil celulares por semana.
- O conjunto de ações apontou que esse mercado movimenta milhões de reais por mês na capital; no primeiro trimestre, foram 37.216 ocorrências de roubos e furtos de celulares.
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou na prisão de um suspeito considerado elo-chave na rede de receptação de celulares furtados na capital. O homem foi detido em um prédio no bairro Mandaqui, na zona norte, na quarta-feira (10). A ação culminou na apreensão de 182 aparelhos e de equipamentos usados para dificultar o rastreamento.
Entre os itens apreendidos há uma gaiola conhecida como Faraday, que bloqueia sinais, e quatro aparelhos do tipo jammer, usados para bloquear celular e internet no local. Segundo o delegado Fernando Santiago, a bolsa com blindagem eletromagnética impede o rastreamento do celular após o furto.
Detalhes da operação
No apartamento, também foram encontrados 42 alianças e outros objetos que indicam o envolvimento da quadrilha com o mercado paralelo de celulares. O delegado Bruno Calvo, do Deic, afirmou que o investigado era um elo na cadeia que movimenta o mercado de aparelhos roubados, em que modelos mais valiosos recebem maior valor.
Segundo especialistas, parte dos aparelhos é repassada para lojas, que revendem as peças, enquanto modelos mais caros podem ser enviados para outros países para desbloqueio. A polícia aponta que o grupo atua desde furtos em vias públicas até invasões a residências, com atuação frequente de bicicletas ou invasões a carros.
Contexto institucional
As investigações apontam que o mercado paralelo movimenta milhões de reais por mês apenas na cidade de São Paulo. A polícia informou que a operação visa desarticular a cadeia criminosa e que novas fases devem seguir para alcançar outros integrantes da organização.
Em relação aos números de segurança, o roubo e furto de celulares segue como tema de preocupação para a gestão pública. Dados oficiais indicam dezenas de milhares de ocorrências no último período, reforçando o foco policial na repressão desse tipo de crime.
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