- O Conpresp rejeitou o recurso dos proprietários e manteve o tombamento definitivo da Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, São Paulo.
- a decisão foi tomada por sete votos a dois, encerrando a disputa entre a Keeva Investimentos e Participações e defensores da preservação.
- o prédio, projetado pelo arquiteto Siegbert Zanettini, é considerado exemplar da arquitetura high-tech paulistana dos anos noventa.
- o conselho aprovou ajustes na resolução de proteção, mantendo os elementos arquitetônicos principais como estrutura metálica aparente, túneis de circulação, elevadores panorâmicos, escadarias e fachadas de vidro e alumínio.
- qualquer reforma relevante no imóvel da avenida Angélica continuará sujeita à análise prévia dos órgãos de preservação; a edificação já é utilizada pela ESPM.
O Conpresp rejeitou o recurso apresentado pelos proprietários da antiga Escola Panamericana de Arte e Design e manteve o tombamento definitivo do edifício de Higienópolis, em São Paulo. A decisão ocorreu em uma sessão, com sete votos a dois, e preserva a obra do arquiteto Siegbert Zanettini como exemplar da arquitetura high-tech paulistana dos anos 1990. Atualmente, o prédio é ocupado pela ESPM.
O embate envolveu Keeva Investimentos e Participações, ligada aos herdeiros de Enrique Lipszyc, fundador da instituição, e defensores da preservação do imóvel. A defesa argumentava pela reversão do tombamento; os defensores da preservação ressaltavam o valor arquitetônico e histórico do conjunto.
Mantido o tombamento e reajustes na proteção
A nova redação da resolução de proteção concentra a preservação nos elementos característicos do edifício: estrutura metálica aparente, túneis cilíndricos de circulação, elevadores panorâmicos, escadarias e fachadas de vidro e alumínio. A área técnica do Departamento do Patrimônio Histórico pediu o ajuste para permitir futuras adaptações internas sem comprometer as características tombadas.
Com a decisão, qualquer reforma, ampliação ou intervenção relevante seguirá exigindo análise prévia dos órgãos de preservação. O objetivo é manter o registro histórico e, ao mesmo tempo, oferecer flexibilidade para usos internos pela ESPM sem descaracterizar o patrimônio tombado.
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