- Mateus da Costa Meira, hoje com 51 anos, decidiu narrar o massacre do Morumbi Shopping em um livro, em terceira pessoa, intitulado Dentro da Escuridão: a Vida, a Mente e o Crime de Mateus da Costa Meira.
- No dia 3 de novembro de 1999, ele matou três pessoas e feriu outras quatro durante a sessão do filme Clube da Luta, no Morumbi Shopping, em São Paulo, sendo contido por seguranças.
- O crime levou o atirador a uma condenação de 120 anos e seis meses pelo Tribunal de Justiça de São Paulo; a pena foi later reduzida para 48 anos e nove meses.
- Em 2009, ele foi transferido para a Bahia; em maio do mesmo ano foi acusado de tentar matar o companheiro de cela, e, dois anos depois, foi considerado inimputável por ter esquizofrenia, pela 1ª Vara do Júri de Salvador.
- Em 2019, novos exames mostraram ausência de padrões de periculosidade; ele deixou a prisão em setembro de 2024, após vinte e cinco anos de detenção.
Mateus da Costa Meira, o later chamado autor do massacre do Morumbi, decidiu narrar o crime em um livro intitulado Dentro da Escuridão: a Vida, a Mente e o Crime de Mateus da Costa Meira. O conteúdo é apresentado em terceira pessoa, com base em arquivos públicos, laudos periciais, decisões judiciais e reportagens. Ele tem 51 anos hoje e ficou conhecido pela investigação midiática ao longo dos anos.
O crime ocorreu em 3 de novembro de 1999, no Morumbi Shopping, em São Paulo. Na ocasião, Mateus, então com 24 anos e estudante da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, matou três pessoas e feriu outras quatro durante a exibição do filme Clube da Luta. Do banheiro, ele teria retirado uma submetralhadora de uma sacola e, ao retornar à sala, disparou contra o público. Seguranças o contiveram e ele foi levado à delegacia.
O processo correu no Tribunal de Justiça de São Paulo, com a condenação inicial de 120 anos e seis meses em 2004. Três anos depois, a pena foi reduzida para 48 anos e nove meses. O atirador cumpriu pena inicialmente no presídio de Tremembé, interior paulista, e foi transferido em fevereiro de 2009 para o presídio Lemos Brito, em Salvador, a pedido da família.
Em Salvador, em maio de 2009, Mateus foi acusado de tentar matar o companheiro de cela, com golpes de tesoura, segundo registro policial. Dois anos depois, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador declarou-o inimputável, com base em laudo que indicava esquizofrenia. Em 2019, novos exames mostraram ausência de sinais de periculosidade, e o MP-BA pediu novas avaliações para confirmar o quadro.
Após 25 anos de prisão, Mateus deixou a prisão em setembro de 2024, segundo informações veiculadas pela imprensa. A publicação do livro traz a visão do autor sobre o caso, buscando esclarecer motivações que, segundo ele, a imprensa não teria compreendido plenamente.
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