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Operação Apakani prende 27 em RS e identifica pedidos de picanha dentro de presídio

Operação Apakani prende 27 suspeitos e apura pedido de picanha feito por detentos da Cadeia Pública de Porto Alegre, em investigação de lavagem de dinheiro e tráfico

Foto: Polícia Civil / Divulgação / Porto Alegre 24 horas
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  • Operação Apakani, deflagrada pelo Denarc, prendeu até as 7h30 desta quinta-feira 27 pessoas e cumpriu ordens nos estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
  • A ofensiva mira organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, com investigações que começaram em 2023 após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas (RS) e apontam movimentação superior a R$ 21 milhões com centros de distribuição em imóveis alugados.
  • Detentos cumprindo pena na Cadeia Pública de Porto Alegre teriam mantido comunicação com fornecedores externos, chegando a encomendarem carne para churrasco, como picanha e maminha, em áudios interceptados.
  • A operação inclui 28 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 69 de busca e apreensão, 59 bloqueios de contas e 14 ordens de sequestro de veículos de luxo.
  • Em_RS, as ações ocorrem em cidades como Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria, com encaminhamento de presos e materiais à sede do Denarc.

A Operação Apakani, deflagrada pelo Denarc, desarticulou uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A ofensiva ocorreu nesta quinta-feira (11) em quatro estados, com 27 prisões registradas até as 7h30. O foco foi o cumprimento de mandados judiciais em RS, SC, PR e MS.

A investigação, conduzida pela DRLD/Dinarc e pela Dipac, começou em 2023 após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Ao longo de 18 meses, a polícia apurou movimentação superior a R$ 21 milhões em imóveis alugados usados como centros de distribuição.

Escutas revelaram que lideranças do grupo, mesmo presas na Cadeia Pública de Porto Alegre, mantinham contato com fornecedores externos para coordenar o funcionamento da organização, inclusive encomendando carnes para churrasco. Um áudio interceptado cita picanha e maminha, com entrega prevista para dentro do presídio.

A defesa financeira do esquema era estruturada com uma rede para ocultar patrimônio oriundo do narcotráfico. A operação mobiliza centenas de policiais e inclui 28 prisões preventivas, 5 temporárias, 69 buscas, 59 bloqueios de contas e 14 sequestros de veículos de luxo.

No Rio Grande do Sul, as ações abrangem Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Prisões e materiais são encaminhados à sede do Denarc para formalização de flagrantes e indiciamentos.

Detalhes da ação

As medidas abrangem ainda o cumprimento de ordens de busca e apreensão em residências, empresas e galerias de presídios, com foco na comprovação de desvios de recursos e logística de distribuição.

Perguntas de interesse

As autoridades informaram que ainda não está confirmado se houve entrega efetiva de carnes na portaria ou no perímetro da casa prisional, o que motiva vistorias adicionais nas unidades envolvidas.

Fonte: G1

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