- Pesquisador Andoni Cossio descobriu, na Biblioteca Bodleiana, um datiloscrito de dez páginas de J. R. R. Tolkien intitulado Soul’s Ward, com emendas à mão.
- Soul’s Ward é a versão de Tolkien para Sawles Warde, uma homilia em prosa do início do século XIII, adapteda de uma obra latina, pertencente ao Grupo de Katherine.
- A peça foi datada por Tolkien entre 1955 e 1956, período em que O Senhor dos Anéis ganhava divulgação; o texto foi traduzido de forma literal para o inglês moderno com tom arcaico.
- A descoberta envolveu um caminho desde Dublin até a Bodleiana, passando por esforços de estudiosos e familiares de Tolkien; a edição foi publicada na revista The Review of English Studies.
- O achado revela que Tolkien, além de criador da Terra-média, foi um dos maiores medievalistas do século XX, com contribuições significativas para traduções de textos medievais.
O que aconteceu
A obra inédita de Tolkien foi encontrada por Andoni Cossio, pesquisador do País Basco, em uma pilha de papéis na Bodleiana, em Oxford. O datiloscrito traz correções à mão e o título Soul’s Ward.
Quem está envolvido
Ao lado de Cossio estava Nelson Goering, da Universidade de Oslo. A descoberta envolve o grupo de Katherine, um conjunto devocional preservado pela Bodleiana, e a editora da universidade, responsável pela obra de referência.
Quando e onde ocorreu
A descoberta ocorreu recentemente, na Biblioteca Bodleiana, em Oxford. O texto datilografado, com data provável entre 1955 e 1956, foi revelado em estudo na revista The Review of English Studies.
O que está escrito
Soul’s Ward é a versão de Tolkien para Sawles Warde, uma homilia em prosa do início do século XIII. O texto adapta uma obra latina para uso de anacoretas e freiras, num tom alegórico sobre a guarda da alma.
Como Tolkien traduziu
A tradução seguiu um inglês claro e levemente arcaico, com uso do thou. Não reproduziu a aliteração, priorizando o sentido. Em alguns trechos, ele acrescentou detalhes para enriquecer a imagem, sem alterar o significado.
Trajeto do manuscrito
A trilha do datiloscrito começou em Dublin, onde Tolkien enviou uma cópia a seu ex-aluno, o medievalista Dunning. Em 1985, Christopher Tolkien confirmou a autoria do manuscrito datilografado, guardado por décadas até a Bodleiana.
Publicação e impacto
A edição assinada por Cossio e Goering saiu na The Review of English Studies, em acesso aberto. A descoberta reforça que Tolkien produziu obras inéditas na vida, mesmo após se tornar conhecido por meio da Terra-média.
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