- Enfermeira de 26 anos foi a primeira a prestar socorro a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, após a queda na rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, neste sábado.
- Maria Eduarda, de 21 anos, apresentava pulso fraco após a queda; a profissional disse ter iniciado massagem e que a pulsação cessou.
- O equipamento preso ao corpo da vítima era de segurança, mas a corda principal não foi utilizada; a ambulância precisou cortar parte do equipamento para tentar o desfibrilador, sem sucesso.
- A ponte é de responsabilidade do governo federal; a Prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão e que cobrava providências administrativas.
- A Secretaria do Patrimônio da União afirmou que a ponte pertencia a trecho não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal, não autorizou atividades esportivas e só foi incorporada ao patrimônio em 2026, reforçando a necessidade de bloquear o acesso.
A Enfermeira de 26 anos que aguardava para saltar de rope jump foi a primeira a prestar socorro à jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem a corda principal de segurança. O fato ocorreu neste sábado, na zona rural de Limeira, no interior de São Paulo. A morte de Maria Eduarda foi confirmada no local.
Segundo o depoimento à Polícia Civil, a vítima apresentava pulso fraco após a queda. A enfermeira relatou que atuou com manobras de reanimação até a chegada da ambulância, mantendo o atendimento na beira da plataforma. O equipamento de segurança estava preso à barriga, sem a corda principal.
A equipe de socorro precisou cortar parte do equipamento para acionar o desfibrilador, sem sucesso. A jovem caiu de uma altura estimada de 40 metros, segundo relatos de testemunhas e autoridades. O caso envolve falhas na checagem de segurança antes do salto.
Detalhes do episódio
A testemunha que faria o salto seguinte afirmou que os instrutores não realizaram a checagem padrão de segurança antes de Maria Eduarda. A corda principal não foi conectada, deixando a vítima desprotegida durante o salto.
A ponte denominada Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy e é responsabilidade do governo federal. A Prefeitura de Limeira informou que acionará o governo federal por omissão na fiscalização e manutenção da estrutura.
Em nota, a administração municipal disse que já cobrava providências junto aos órgãos federais responsáveis, e que a tragédia evidencia a necessidade de intervenção imediata. A prefeitura também reforçou que a competência de fiscalização cabe ao governo federal.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), em nota divulgada no domingo, informou que a ponte pertence a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal. A SPU adicionou que não autorizou atividades esportivas na ponte e que, desde 2024, pediu apoio para bloquear o acesso.
Transição de responsabilidade
A SPU ressaltou a necessidade de cooperação entre esferas para impedir o acesso à ponte e para decidir o futuro da estrutura. A secretaria destacou que a incorporação ao patrimônio ocorreu apenas em 2026 e que até lá houve pedidos de bloqueio.
O caso mobiliza diferentes atores: a polícia segue investigando as causas, enquanto a prefeitura acusa omissão federal. Testemunhas relataram falhas na supervisão dos equipamentos. Até o momento, três instrutores envolvidos não apresentaram explicações sobre a responsabilidade de colocar a corda.
A íntegra das apurações aponta que a decisão de empurrar a vítima para o salto ocorreu sem a devida conferência de segurança, gerando a queda de Maria Eduarda. A Polícia Civil investiga as circunstâncias e eventuais responsabilidades administrativas.
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