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Morte em salto de corda: instrutor diz não recordar o ocorrido

Instrutor afirma não lembrar da fiscalização do salto que matou Maria Eduarda; empresa não possuía autorização para atividades no local e houve falhas de segurança

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  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, após ser lançada sem corda de segurança.
  • A empresa envolvida, Entre Cordas, não tinha autorização para atividades esportivas no local; o acesso à ponte deveria estar fechado.
  • A SPU informa que o acesso já havia sido bloqueado em 2024 após a morte de uma ciclista, mas o local foi reaberto meses depois.
  • Três instrutores foram presos em flagrante; na audiência, prisões foram convertidas em preventivas, e o juiz classificou a conduta como negligência grosseira, citando tentativa de fuga e câmera sumida.
  • Em depoimentos, os instrutores não souberam explicar quem era responsável pela fiscalização e disseram que o caso foi uma fatalidade.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu durante uma tentativa de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, após ser lançada da estrutura sem estar presa à corda. O acidente ocorreu no local, com a jovem sendo acompanhada por instrutores no momento.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) informou que a empresa Ente Cordas, envolvida na atividade, não possuía autorização para atividades esportivas no ponto turístico. Segundo a SPU, o acesso à ponte já deveria estar fechado e a pasta se reuniu com a AGU e prefeituras da região para definir medidas de prevenção de novos acidentes.

A ponte, com cerca de 40 metros de altura, já havia tido acesso bloqueado em 2024 após a morte de uma ciclista, mas foi reaberta meses depois. Três instrutores aparecem nas imagens preparando a vítima para o salto e foram presos em flagrante.

Na audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em preventivas, sob a acusação de negligência grosseira. O juiz ressaltou que os trabalhadores tentaram fugir do local e que a câmera usada durante a atividade não foi encontrada, sugerindo possível ocultação de provas.

Durante os depoimentos, um dos instrutores afirmou não se recordar de quem era o responsável pela fiscalização do salto. Outra testemunha mencionou acreditar que tudo ocorreu por uma fatalidade, sem detalhar responsabilidades.

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