- StarQuest, espécie de show-lectura de Maya Man, aconteceu em maio no Roulette Intermedium, em Brooklyn, co-patrocinado pela Harvestworks.
- O formato vem ganhando adeptos entre artistas com grande alcance online, como Mindy Seu, Gideon Jacobs, Joshua Citarella e Mackenzie Thomas.
- A ideia é mesclar palestra e performance, oferecendo ao público um retrato íntimo do artista e de seu processo, similar ao consumo de conteúdo nas redes.
- Em StarQuest, Man usou IA generativa, explicando como treinou o modelo com episódios de Dance Moms e mostrou os bastidores da criação.
- A tendência levanta debates sobre a classificação do que é arte, o papel do público e a organização entre mídia, performance e crítica, com referências históricas a Robert Morris.
O texto analisa o fenômeno das performances-lecture, formato que une apresentação ao vivo e palestra, em especial entre artistas que atuam com tecnologia e internet. O reportagem acompanha a apresentação StarQuest, de Maya Man, realizada em maio no Roulette Intermedium, em Brooklyn, co-patrocinada pela Harvestworks.
StarQuest é uma performance-lecture que surgiu a partir de StarPower e ocorreu em um espaço lotado no centro de artes performativas de Brooklyn. Ivana Dama, diretora interina da Harvestworks, destacou, em fala de abertura, a surpresa com o público esgotado para o show.
A reportagem aponta que esse formato se tornou cada vez mais popular entre artistas com diferentes antecedentes, incluindo críticos que também atuam como performers. Entre exemplos recentes, cita Mindy Seu com A Sexual History of the Internet em turnê internacional, e artistas como Gideon Jacobs, Joshua Citarella e Mackenzie Thomas, todos associados à prática.
O artigo descreve o que atrai esses criadores ao formato: a estética de revelar ao público quem são, o que fizeram e o que pensam, em confronto direto com a lógica de conteúdos consumidos online. A performance-lecture é apresentada como espelho da experiência de consumo de mídia digital.
São destacados casos de artistas com grande alcance online que adotaram a forma, como Mindy Seu, citada como representante de uma agência voltada a influenciadores reconhecidos por diferentes subculturas. Citarella e Jacobs aparecem como exemplos de artistas que transitam entre atuação, crítica e apresentação pública, sem um objeto artístico tradicional.
A matéria observa a diversidade de origens dos artistas que escolhem esse formato. Maya Man, por exemplo, integra a categoria de performers que nasceram com o desejo de subir ao palco, compartilhando trajetória pessoal e processo criativo com o público. Mackenzie Thomas é apresentada como exemplo de personalidade de internet que cruza atuação, comédia e produção de conteúdo.
O texto contextualiza historicamente a prática, mencionando Robert Morris, que popularizou as performance-lectures na década de 1960. Embora o conceito tenha evoluído, o artigo aponta que a comunicação direta com o público e a crítica cultural continuam centrais, mesmo diante de mudanças de meio e tecnologia.
Por fim, o artigo analisa o papel da tecnologia na performance. Em StarQuest, por exemplo, a artista expõe o uso de IA generativa para criar conteúdos e descreve o processo, desde o treinamento do modelo até a montagem das cenas. O objetivo é explicar a tecnologia sem abrir mão da dimensão artística e da experiência ao vivo.
A reportagem sugere que a prática pode contribuir para a compreensão de arte digital como objeto durável, ainda que seja fortemente ligada ao momento e à apresentação ao vivo. O texto conclui que a tendência de performances-lecture tende a ampliar a compreensão pública sobre o cruzamento entre arte, tecnologia e social media.
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