- Dois pais adotivos foram condenados na segunda-feira por tirarem a vida do bebê adotado quatro meses após a adoção, em território inglês.
- O bebê, que tinha nove meses na adoção, morreu em julho após ser levado ao Hospital Blackpool Victoria com parada cardíaca; a defesa alegou afogamento acidental, mas as provas apontaram obstrução das vias aéreas.
- Ao longo dos meses finais de vida, o bebê sofreu mais de quarenta ferimentos distintos e foi maltrato e agredido pela dupla.
- O casal havia levado o bebê ao hospital três vezes antes de sua morte, sempre sob justificativas de acidentes durante brincadeiras; assistentes sociais visitaram a residência sem ação.
- Jamie Varley foi condenado por assassinato, crueldade infantil e posse de imagens indecentes; John McGowan-Fazakerley foi condenado por permitir a morte de uma criança e crueldade infantil, com a sentença marcada para o dia 18 de junho.
Dois pais adotivos foram condenados na última segunda-feira por tirarem a vida do bebê Preston Davey, apenas quatro meses após a adoção. Jamie Varley, 37 anos, e John McGowan-Fazakerley, 32, adotaram Preston quando ele tinha 9 meses. A morte ocorreu em julho de 2023, em Blackpool, Inglaterra, após o bebê chegar à casa dos adotantes em abril daquele ano. A promotoria disse que os ferimentos de Preston eram compatíveis com obstrução das vias aéreas, e não com afogamento acidental alegado pelos responsáveis.
A investigação apontou maus-tratos frequentes nos meses finais de vida de Preston, com mais de 40 ferimentos distintos. Varley tentou apresentar uma versão de afogamento acidental na banheira, mas as evidências contraditaram a acusação. As provas indicaram abuso físico recorrente, conforme apurado em julgamento.
Nos meses anteriores à morte, Preston foi levado ao hospital três vezes pelos adotantes. Em 25 de maio, 30 de junho e 6 de julho, ele chegou com ferimentos, sobretudo na cabeça e em um braço. Em todos os casos, os pais teriam argumentado que as lesões ocorreram em acidentes domésticos durante brincadeiras.
Desdobramentos e contexto processual
Durante o caso, duas assistentes sociais visitaram a residência. Uma profissional relatou que Preston parecia triste e chorou, sem que medidas fossem tomadas para responsabilizar a família. Karen Tonge, da promotoria, descreveu o caso como entre os mais chocantes de sua carreira, ressaltando a violação da responsabilidade de proteção infantil.
Varley foi condenado por assassinato, crueldade infantil e posse de imagens indecentes de Preston. McGowan-Fazakerley foi condenado por permitir a morte de uma criança e crueldade infantil. As sentenças devem ser discutidas no próximo dia 18 de junho.
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