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Salto aviãozinho em Rope Jump é considerado arriscado por especialista

Caso de rope jump em Limeira expõe risco do método “aviãozinho”; três instrutores permanecem presos por homicídio com dolo eventual

Rope Jump: salto "aviãozinho" é considerado arriscado por especialista
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  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser arremessada sem cordas durante o salto conhecido como “aviãozinho” na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Ela foi a primeira cliente a saltar no dia, segundo depoimento de um dos instrutores; antes dela, outra mulher teria desistido do salto nessa modalidade.
  • Três instrutores foram presos preventivamente por homicídio com dolo eventual; eles aparecem em vídeos levantando a vítima e lançando-a da ponte, que fica a cerca de 27 metros de altura.
  • As regras da rope jump indicam que as cordas devem estar presas antes da largada; no entanto, Maria Eduarda foi lançada sem o equipamento de proteção, conforme apurado pela polícia.
  • Os instrutores presos são Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves; eles permanecem isolados no Centro de Detenção Provisória de Piracicaba.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, morreu ao ser lançada sem cordas durante a prática de rope jump conhecida como “aviãozinho” na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). O salto ocorreu no início do dia, com três instrutores responsáveis pela execução, segundo as investigações em andamento. A jovem era a primeira a saltar no dia nessa modalidade.

Segundo relatos da defesa dos envolvidos, Maria Eduarda foi a 17ª cliente a saltar da ponte, que tem cerca de 27 metros de altura. Antes dela, outra mulher chegou a tentar o salto no mesmo formato, mas desistiu. Ainda não há confirmação sobre se a desistência ocorreu apenas do “aviãozinho” ou do passeio completo.

A prática é considerada mais arriscada do que a técnica convencional, na qual o participante pula sozinho ou recebe um empurrão mínimo. O tema foi comentado pelo presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, que destacou os riscos associados ao método e a necessidade de uso de proteção adequado durante o procedimento.

Detalhes do incidente

Pelas regras, as cordas devem ficar presas ao corpo ainda no chão, com mecanismos de segurança entre o peitoral, a cintura e a cadeira de sustentação. Na ocorrência, Maria Eduarda foi lançada sem o equipamento de proteção, conforme apurado pela polícia. Dois dos três instrutores, identificados como Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, teriam admitido a responsabilidade pela função, mas não esclareceram o momento da ausência das cordas.

Um terceiro suspeito, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, também foi preso preventivamente. Ele afirmou à polícia ter sido chamado para ajudar a erguer a jovem. O trio aparece em imagens que registraram o incidente na Ponte do Esqueleto.

Situação atual dos envolvidos

A Justiça manteve a prisão preventiva dos três instrutores, que atuam no CDP de Piracicaba. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, classificação aplicável quando há risco de morte, mesmo sem intenção de matar. A investigação segue para apurar falhas de protocolo e as responsabilidades individuais.

Contexto e próximos passos

Especialistas apontam que o cenário envolve falhas no monitoramento e no uso de equipamentos de proteção. A apuração também envolve entender se havia supervisão adequada no momento do salto e se houve verificação de segurança antes da atividade. A defesa dos suspeitos afirma que as informações oficiais devem ser analisadas com cuidado pela polícia e pela Justiça.

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