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Irmãos condenados a 9 anos por operar IPTV pirata

Irmãos são condenados a nove anos e dois meses de prisão por operar IPTV pirata com cardsharing; devem pagar R$ 1,5 milhão em reparação

Irmãos são condenados a 9 anos de prisão por operarem IPTV pirata
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  • Dois irmãos foram condenados a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pela Justiça de Goiás por operarem uma rede de IPTV pirata.
  • A sentença aponta que eles coordenavam a retransmissão de conteúdos protegidos por meio das plataformas iptvduo e factoryiptv, usando técnicas como cardsharing.
  • Também acessavam serviços para obter chaves de autenticação e utilizavam dados de clientes para repassar conteúdos aos assinantes ilegítimos.
  • Dados de familiares, como mãe e avó, foram usados para abrir contas, registrar domínios e movimentar dinheiro; as parentes foram inocentadas por não terem participação deliberada.
  • A decisão fixou reparação de danos ao setor audiovisual em R$ 1,5 milhão, e houve indicação de uso de uma empresa de fachada, a Manzi Modas, para lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros.

Dois irmãos foram condenados a 9 anos de prisão por operarem uma rede de IPTV pirata. A decisão foi proferida pela 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais do Estado de Goiás. A sentença aponta atuação coordenada na retransmissão ilegal de conteúdos.

A operação envolvia plataformas como iptvduo e factoryiptv, utilizadas para distribuir canais protegidos por direitos autorais. Os réus teriam estruturado uma grande operação para viabilizar a transmissão não autorizada a clientes do IPTV pirata.

Para burlar a proteção, houve uso da técnica conhecida como cardsharing, que permite compartilhar cartões de acesso a TV por assinatura. Também houve acesso a serviços que forneciam chaves de autenticação para o compartilhamento.

Os investigadores apontam que os irmãos recorreram a dados pessoais de familiares para abrir contas, registrar domínios e movimentar recursos. A mãe e a avó foram consideradas inocentes, pois não houve participação deliberada.

Uma empresa de fachada, a Manzi Modas, era utilizada para lavagem de dinheiro proveniente da atividade criminosa, segundo a investigação. Valores movimentados passaram a ser atribuídos a terceiros para conferir aparência lícita.

Com a condenação, os irmãos cumprem pena em regime fechado, com 9 anos e 2 meses de prisão. Também foi estabelecido o pagamento de R$ 1,5 milhão a título de reparação de prejuízos ao setor audiovisual.

O caso reforça o combate a transmissões piratas no Brasil, que tem ganhado atenção das autoridades nos últimos anos. Em paralelo, estudos de segurança apontam novos riscos para usuários de IPTV e dispositivos conectados.

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