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Justiça mantém preso homem que espancou ex-noiva em salão de BH

Juiz converte prisão em preventiva para resguardar integridade da vítima e conter violência doméstica reiterada em Belo Horizonte

Homem que agrediu mulher em salão de Minas prisão preventiva
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  • Na tarde de quarta-feira, 17 de junho, o juiz Antônio Francisco Gonçalves converteu a prisão de Marco Aurélio Salvino Pinto, 46 anos, em preventiva para resguardar a integridade da vítima.
  • A vítima é Solange Ribeiro de Azevedo, 37 anos, ex-noiva dele; as agressões teriam ocorrido na manhã de segunda-feira, 15 de junho, dentro de um salão de beleza no bairro Jardim Montanhês, em Belo Horizonte.
  • A decisão aponta que a gravidade do crime, com violência real, justifica a preventiva pela preservação da ordem pública, considerando um possível histórico de violência doméstica.
  • Segundo o boletim, a vítima ficou sem condições de falar ou permanecer em pé; o suspeito é acusado de ter espancado e estrangulado a mulher, que desmaiou.
  • A Defensoria Pública fica responsável pela assistência jurídica; a Polícia Civil informou ter solicitado a conversão da prisão pela gravidade dos fatos e pelo descumprimento de medida protetiva; o homem permanece sob custódia.

Na tarde de hoje, 17/6, a Justiça manteve a prisão de Marco Aurélio Salvino Pinto após audiência de custódia. Ele foi convertido para preventiva pela gravidade da agressão contra sua ex-noiva, Solange Ribeiro de Azevedo, ocorrida na manhã de 15/6, em um salão de beleza no bairro Jardim Montanhês, em Belo Horizonte. A vítima ficou sem condições de falar ao chegar ao local.

A decisão, assinada pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, ressalta que a pena máxima para a hipótese de tentativa de feminicídio é superior a quatro anos, justificando a medida para resguardar a integridade física da vítima e a ordem pública. O despacho também aponta que a conduta aconteceu dentro de uma relação íntima e já apresenta histórico de agressões.

A Defensoria Pública de Minas Gerais foi designada para prestar assistência jurídica integral à defesa, conforme o próprio juízo. A polícia informou que solicitou a conversão da prisão em preventiva pela gravidade dos fatos e pelo descumprimento de uma medida protetiva vigente.

Detalhes da agressão

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas viram a vítima desorientada e sem fala ao chegar o policiamento. Agressor teria desferido socos e chutes, além de estrangular a mulher até perder a consciência. Em depoimento, o suspeito alegou que a discussão teria começado por questões financeiras, apontando que foi provocado pela vítima.

Ainda conforme o relato, ao deixar o salão, ele teria levado a ex-noiva pela força, atravessado a via e jogado-a no chão. Ele admitiu ter continuado as agressões dentro do veículo, inclusive com a violência contra a cabeça com a porta do carro, quando a vítima já estava desacordada.

A Polícia Civil informou que a situação é considerada grave, principalmente por integrar violências em contexto de violência doméstica reiterada. A mulher permanece sob acompanhamento do sistema de justiça, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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