- Médico obstetra Higo Moreira Fonseca é investigado pela possível omissão no atendimento à gestante Bárbara Luana Fernandes Aleixo, em Três Marias (MG).
- Bárbara, com sete meses de gestação, chegou ao Hospital São Francisco na noite de 8 de junho com hipertensão e sinais de pré-eclâmpsia; mãe e bebê não resistiram.
- Fonseca foi acionado pela equipe na noite, mas só chegou ao hospital nas primeiras horas da manhã; ele estava escalado em regime de sobreaviso.
- A defesa afirma que o contexto assistencial é complexo e que o médico está à disposição das autoridades; a polícia afirma que ele interrompeu contatos e não atendeu prontamente.
- A prisão em flagrante foi revogada; foram impostas medidas cautelares, incluindo proibição de acesso ao hospital e suspensão de atividades na rede pública, especialmente obstetrícia.
O médicos recebeu chamada de sobreaviso na noite do dia 8 de junho, no Hospital São Francisco, em Três Marias (MG). Bárbara Luana Fernandes Aleixo, 29, gestante de sete meses, tinha hipertensão e sinais de pré-eclâmpsia. A paciente e o bebê morreram após várias paradas cardiorrespiratórias durante a madrugada.
Segundo o inquérito, o obstetra Higo Moreira Fonseca, 42, foi acionado pela equipe no início da noite, mas não compareceu ao hospital nas primeiras horas da manhã, quando o estado já era crítico. A defesa sustenta que o contexto assistencial é complexo e que o médico está à disposição das autoridades.
O médico foi preso em flagrante no dia 9, durante uma abordagem policial, e teve a liberdade provisória concedida no dia seguinte, com medidas cautelares. A Polícia Civil investiga possível duplo homicídio por dolo eventual, com base em omissão imprópria.
Posição da defesa e do hospital
A defesa informou que a investigação está em fase inicial e que o profissional discorda de informações incompletas. Também afirmou que a atividade de sobreaviso é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e comum em instituições de saúde.
O Hospital São Francisco não retornou com resposta até o fechamento desta matéria. O Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva, alegando que o médico possui papel de direção clínica que pode influenciar funcionários. A Justiça, porém, afastou a prisão e decretou medidas cautelares, incluindo a proibição de acesso ao hospital e suspensão das atividades na rede pública, especialmente obstetrícia.
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