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Ponte do Esqueleto: de ambicioso projeto a ruína, história de jovem salto

Ponte do Esqueleto, herdada pela União, aguarda destinação de uso público; governo impõe barreiras de acesso

Ponte do Esqueleto, localizada em área rural na divisa entre Limeira e Cordeirópolis
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  • Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, era parte da variante de Ibicaba da antiga Fepasa e ficou inacabada após a extinção da empresa.
  • A estrutura foi herdada pela União e incorporada pela SPU em maio de 2026, com governo avaliando a demolição defendida pelas prefeituras.
  • Em junho de 2026, uma jovem de 21 anos morreu ao ser lançada sem equipamento de segurança por instrutores de rope jump; três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual.
  • O local já tinha histórico de acidentes, incluindo uma morte de ciclista em 2024, além de problemas relatados por praticantes na ponte da Bica, ligada à mesma obra. A ponte sofre com deterioração e furtos.
  • O governo federal planeja instalar barreiras e placas informativas, com a SPU buscando destinação do patrimônio para uso público de interesse social; Limeira quer restringir o acesso e pretende reabrir a vala para dificultar a entrada.

A ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, viveu novo capítulo de uma obra pública interrompida. A estrutura, herdada pela União após o fim da Fepasa, pode ter destino decidido em breve pelo governo federal, que discute demolir o trecho.

O órgão responsável pela gestão de bens da União herdou o patrimônio após a extinção da Fepasa e, em maio de 2026, incorporou oficialmente a ponte à SPU (Secretaria do Patrimônio da União). A medida visa definir uso público ou destinação do bem.

A ponte ganhou notoriedade em 2024, quando uma ciclista morreu em incidente relacionado a atividades esportivas no local. Em 2025, houve acidente grave em outra parte da mesma obra, que ficou sem manutenção adequada por décadas.

A estrutura faz parte da chamada variante de Ibicaba, projeto da Fepasa ligado a Limeira, Cordeirópolis, Santa Gertrudes e Rio Claro, que deveria ligar Boa Vista a Itirapina. A linha previa 21 quilômetros de extensão.

Desapropriações ocorreram na década de 1990, envolvendo chácaras, plantações de cana e residências. Dados oficiais apontam um empenho de quase 76 milhões de cruzeiros para indenizações e desapropriações de áreas associadas.

Com a extinção da Fepasa, as obras passaram a ser classificadas como não operantes pela RFFSA, hoje em processo de extinção. O que era considerado relevante permaneceu estagnado, sujeito a furtos e pichações, até receber atenção mais recente.

Até o momento, o governo federal anunciou a instalação de barreiras físicas e placas indicando que o local é patrimônio da União e de acesso proibido. A prefeitura de Limeira propôs reabrir uma vala para dificultar o acesso.

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