- Três instrutores responsáveis pela operação do rope jump foram transferidos do presídio Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, por risco à integridade física.
- O caso é investigado como homicídio com dolo eventual; a vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, pulou da Ponte do Esqueleto a quarenta metros sem corda de segurança, e há vídeo do momento.
- A Polícia Civil apura quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança e também investiga o possível desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem.
- A prefeitura de Limeira vai processar a União por omissão, mantendo que a fiscalização da Ponte do Esqueleto é responsabilidade do governo federal.
- A União, por meio da Secretaria de Patrimônio da União, informou que a ponte integrava trecho não implantado do ramal da RFFSA; a transferência patrimonial para a SPU ocorreu em março de dois mil e vinte e seis.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, ocorreu durante uma atividade de rope jump sem corda na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A jovem foi lançada de uma altura de 40 metros sem a corda de segurança instalada. O episódio ocorreu no sábado, e o vídeo da ação circulou nas redes sociais.
Três instrutores responsáveis pela operação — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — foram presos pela Polícia Civil, após a investigação. Eles estavam detidos no Centro de Detenção Provisória Nelson Furlan, em Piracicaba, e foram transferidos na terça-feira para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo, por alegado risco à integridade física, segundo a defesa do trio.
Investigações e desdobramentos
A investigação aponta dolo eventual na condução da atividade, com a possível ausência de equipamentos de segurança. Além disso, a polícia busca imagens de câmeras que supostamente registrariam o momento da queda. Os investigadores também apuram quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos.
A prefeitura de Limeira informou que a fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é de responsabilidade federal e mencionou a intenção de processar a União por omissão. Em resposta, a SPU, ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação, lamentou a morte e informou que a ponte pertence a trecho não implantado do ramal da RFFSA, com transferência patrimonial concluída em março de 2026.
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