- O Digital News Report 2026 da Reuters aponta que 54% das pessoas se informam por redes sociais e vídeo, contra 52% pela televisão e 51% por sites de notícias; o rádio chega a 21%.
- Entre os mais jovens, 56% dos 18 a 24 anos nunca leram jornal; leitores acima de 45 anos ainda preferem TV e sites de notícias.
- A confiança no jornalismo globalmente caiu para 37%; no Brasil, atingiu 36%, menor nível em doze anos, e 47% dos brasileiros dizem evitar notícias em parte ou com frequência.
- O uso de inteligência artificial para buscar notícias aumentou, chegando a 10% globalmente; no Brasil, o índice é de 13%.
- No Brasil, 44% dos usuários de IA perguntam sobre uma reportagem, 37% pedem as últimas notícias, 34% buscam fontes, 33% pedem resumos e 32% querem tornar o texto mais simples.
As redes sociais já são a principal fonte de informação para muitos brasileiros, segundo o Digital News Report 2026, da Reuters. O estudo ouviu 100 mil pessoas em 48 mercados e aponta que 54% recorrem a plataformas de redes sociais e vídeo para se informar.
A pesquisa mostra que TV (52%) e sites/aplicativos de jornais (51%) aparecem em seguida, enquanto o rádio figura em 21%. A faixa etária influencia o consumo: jovens são menos acostumados a ler jornais e, entre 18 a 24 anos, 56% não mantêm esse hábito.
O relatório aponta que a imprensa não está morta, mas opera em um ecossistema com mídia tradicional e novas plataformas disputando a atenção de forma cada vez mais fragmentada. A leitura de um conjunto de fontes é comum entre os respondentes.
Sobre a confiança, o Digital News Report 2026 revela que a confiança global no jornalismo caiu para 37%, o nível mais baixo desde 2015. No Brasil, a confiança recuou 6 pontos, para 36%, marcando o menor patamar em doze anos. Quase metade dos brasileiros (47%) evita notícias em parte ou com frequência.
Uso de IA para leitura de notícias
A adoção de IA para buscar notícias cresce tanto no Brasil quanto no mundo. O uso de chatbots como ChatGPT e ferramentas similares subiu globalmente de 7% para 10% entre 2025 e 2026.
No Brasil, 13% dos ouvidos usam IA semanalmente para consumir notícias, crescimento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O interesse em fazer perguntas de acompanhamento às IAs aparece como principal motivação para muitos leitores.
Entre os brasileiros que utilizam IA, 44% perguntam sobre uma reportagem específica, 37% buscam as últimas notícias, 34% querem encontrar ou avaliar uma fonte e 33% pedem resumos. Outros 32% solicitam tornar o texto mais compreensível.
Esses dados sugerem que a imprensa nacional precisa se adaptar ao diálogo com IA, mantendo relevância de marca e citando fontes nas respostas de chatbots. Embora haja potencial de queda de tráfego, muitos usuários também clicam para confirmar informações.
O panorama indica que a circulação de notícias continua em transformação, com redes sociais ganhando espaço e IA consolidando-se como ferramenta de busca e consumo. A imprensa permanece em processo de reinvenção, diante de mudanças rápidas na forma como o público se informa.
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