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Cláudio Giordano recebe destaque por trajetória discreta

Morre Cláudio Giordano, editor e tradutor, cuja atuação cultural consolidou acervos e traduções premiadas, deixando legado formador no cenário editorial

Plinio Martins Filho – Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP
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  • No dia seis de junho morreu Cláudio Giordano (1939‑2026), editor, tradutor e bibliófilo reconhecido pela dedicação ao livro como destino.
  • Entre as conquistas dele estão a tradução de Tirant lo Blanc, vencedora do Jabuti de melhor tradução em mil novecentos e noventa e oito, e a edição fac‑símile da Hypnerotomachia Poliphili, baseada em exemplar de Mindlin.
  • Fundou a Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, criou um acervo de mais de trinta mil itens e iniciou a Coleção Memória, dedicada a textos esquecidos das literaturas brasileira, portuguesa e universal.
  • Em dez/2006, o acervo da Oficina foi doado à Unicamp; o arquivo da correspondência de Plínio Barreto foi doado ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP, com cópia digital disponível.
  • Além de edições artesanais, Giordano produziu traduções e atuou como colaborador editorial da revista livro; sua amizade e generosidade foram lembradas por colegas e parceiros.

No dia 6 de junho, foi confirmado o falecimento de Cláudio Giordano (1939-2026). O editor é lembrado como um figura central na cultura editorial brasileira, reconhecido por traduzir, editar e reunir acervos que preservam a memória literária.

Giordano atuou como tradutor rigoroso e como bibliófilo dedicado, com atuação que transcendeu rótulos. Entre seus mais conhecidos feitos estão a tradução de Tirant lo Blanc, premiada com o Jabuti de melhor tradução em 1998, e a edição fac-similar da Hypnerotomachia Poliphili, com base em exemplar de José Mindlin.

Foi fundador da Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, criada para recuperar e conservar memória histórico-cultural. O acervo, com mais de 30 mil itens, ficou disponível por sete anos para consultas no espaço da casa-ateliê de Samson Flexor e, posteriormente, foi doado à Unicamp em dezembro de 2006.

Ao longo de sua trajetória, Giordano publicou edições artesanais em parceria com o Atelier Além do Livro e colaborou como editor e tradutor para a revista livro. Além disso, enviou o arquivo de correspondência de Plínio Barreto ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP, com digitalização disponível para consulta.

A memória de Giordano também se consolida por meio da Coleção Memória, editada pela Oficina do Libro, com textos brasileiros, portugueses e universais garimpados em sebos. O conjunto de obras de diversas línguas moldou uma prática editorial pautada pela diversidade e pelo cuidado tipográfico.

O Portal da USP e a comunidade associada destacam a importância de Giordano como mediador entre mundos literários, cuja obra permanece como referência para estudiosos, editors e leitores. A reportagem é baseada em informações divulgadas pela imprensa especializada, com fontes associadas ao universo editorial e cultural.

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