- Opal Lee, de 99 anos, é conhecida como a “Avó do Juneteenth” e liderou o movimento pela oficialização federal da data.
- Em 2021, o Juneteenth tornou-se feriado federal após uma campanha que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas, com Lee chegando à Casa Branca.
- Ela publicou “A Committee of One”, livro que mistura memórias e orientações de ativismo, destacando a importância de compartilhar aprendizados com as próximas gerações.
- A história de vida de Lee inclui uma infância marcada por celebrações do Juneteenth e por uma invasão racista que destruiu a casa da família quando ela tinha 12 anos.
- Atualmente, Lee celebra o dia com uma caminhada simbólica de 2,5 milhas em Fort Worth, enquanto propõe ampliar a celebração do Juneteenth até o dia 4 de julho, para que as duas datas convivam.
Opal Lee, reconhecida como a “Avó do Juneteenth”, completa quase 100 anos atuando como mãe, avó, professora e ativista. Sua trajetória transformou o feriado em reconhecimento federal nos Estados Unidos.
Neste ano, aos 99 anos, Lee divulga sua vida de ativismo em A Committee of One, lançado pela Amistad. O livro mescla memórias e orientações, apresentando conselhos de uma avó que lutou por mudanças sociais.
Lee relembra as celebrações de Juneteenth na infância, com comidas de família e jogos, e destaca que nem todas as memórias foram positivas. Aos 12 anos viu sua casa ser destruída por uma turba racista.
Jornada de liderança e legado
A autora conta que, aos 89 anos, caminhou 4,0 quilômetros diários entre Fort Worth e Washington, DC, para simbolizar o atraso na liberdade. Em 2020, conseguiu mais de 1,6 milhão de assinaturas em uma petição.
Em 2021, o presidente Joe Biden sancionou a Lei Nacional do Dia da Independência de Juneteenth, reconhecendo a data como feriado federal. Lee chegou a visitar a Casa Branca, considerada pela ativista um dia precioso.
Habitats for Humanity devolveu a ela a terra de infância em 2023, onde Lee mora hoje e mantém atividades comunitárias. Ela criou uma cozinha solidária, uma horta comunitária e um programa que emprega pessoas formerly encarceradas.
A prática diária da liberdade
Lee descreve o Juneteenth como mais abrangente que uma celebração local, defendendo que a data seja acessível a todos. Sua neta, Promise Roland, reforça a ideia de que o feriado não é exclusivo de negros ou texanos.
O livro aponta uma prática de um mês para o Juneteenth, incluindo um café da manhã de oração, um festival de três dias e eventos educacionais. Entre as ações está a famosa Opal Walk for Freedom.
Lee defende que a liberdade deve ser exercida diariamente, com ações de gentileza, advocacia e apoio comunitário. Ela enfatiza que a liberdade de todos depende da convivência entre as pessoas.
Mesmo com a aproximação do centenário, a ativista mantém planos ambiciosos. Ela sugere estender Juneteenth até o 4 de julho, mantendo ambas as datas como parte de uma história de liberdade contínua.
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