- Há quatrocentos anos, Pompeo Leoni desmembrou os cadernos de Leonardo da Vinci, o que impacta até hoje a compreensão de seu trabalho.
- Francesco Melzi, aluno e executor testamentário de Leonardo, herdou os manuscritos e viu-os chegar até Leoni.
- O escultor italiano separou, classificou e reorganizou os cadernos segundo um sistema próprio, causando danos à organização original.
- O projeto Leonardotheka 2.0 visa retificar esse erro histórico e restaurar a forma como os conteúdos foram criados originalmente.
- A reportagem descreve o trabalho de recuperação e reorganização dos materiais, sem apresentar conclusões adicionais.
Há 400 anos, Pompeo Leoni desmembrou os cadernos de Leonardo da Vinci, reorganizando-os de forma arbitrária. O erro histórico agora é alvo de um projeto intitulado Leonardotheka 2.0, que busca retificar a edição dos manuscritos.
Da Vinci deixou textos, desenhos e anotações escritos à mão, com a assinatura da escrita espelhada. Após a morte do mestre, o executor Francesco Melzi ficou responsável por preservar o material.
Leoni, escultor de Arezzo, na Toscana, recebeu o legado e tentou “reorganizá-lo”. O procedimento resultou na separação de partes que, até hoje, afetam a compreensão do conteúdo original.
Leonardotheka 2.0
O projeto pretende reconstruir a ordem interna dos cadernos com base em evidências históricas e documentação de época. Conservadores, historiadores e instituições de pesquisa participam da iniciativa.
A expectativa é que a reconstrução alimente novas leituras sobre desenhos, notas técnicas e ideias de Leonardo. A iniciativa também envolve digitalização para acesso público restrito.
Ainda em fase de elaboração, o Leonardotheka 2.0 prioriza transparência metodológica e validação de fontes. O objetivo é oferecer uma reconstituição mais fiel do acervo do gênio renascentista.
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