- Em bares da Ásia, incluindo Hong Kong, Osaka e Bangkok, os coquetéis com espuma voltam a ganhar espaço, trazendo experiência multissensorial e teatral.
- Dados de 2026 apontam que 76% dos participantes buscam experiências mais memoráveis, o que alimenta drinks com glamour e dramatização.
- A espuma ganhou destaque após fases de minimalismo pós-pandemia, com bartenders usando-a não apenas para aparência, mas como componente de sabor e textura.
- Exemplos e abordagens: em Osaka, o bar utiliza espuma de amazake e leite de soja; em Bangkok, harmonizações com manga e sobremesas, com variações de espuma para transmitir sensações de corpo e aroma.
- Desafios atuais incluem obter espuma estável, equilibrar sabor e textura e fazer a espuma complementar o drink sem dominá-lo, mantendo a bebida como um conjunto coeso.
A retomada dos coquetéis com espuma ganhou força em bares da Ásia, de Hong Kong a Osaka e Bangkok. Bartenders buscam experiências multisensoriais, com espuma acrescentando drama visual e textura, em uma tendência de maximalismo na coquetelaria.
Dados recentes reforçam o movimento. O relatório 2026 Bacardi Cocktail Trends aponta que 76% dos participantes desejam experiências marcantes. Outro estudo, de abril de 2026, destaca a importância de elementos visuais e texturais para além do sabor.
Ela volta aos palcos asiáticos
Hong Kong foi pioneira, em 2012, com o martini de Earl Grey coberto por espuma de chá e pérolas de bergamota, lançado por Antonio Lai. O uso da espuma, porém, passou por ciclos e retorna com motivação renovada, segundo o empresário Ezra Star.
Para Star, as espumas mantêm função teatral e olfativa, surpreendendo o público durante o serviço. Em drinks não alcoólicos, técnicas de espuma ajudam a dar corpo quando o teor alcoólico é menor.
Japão e inovação em expansão
No Japão, a espuma ressurgiu após o boom inicial dos anos 2010, alinhando técnicas moleculares a ingredientes recentes, como a substituição de clara de ovo por opções vegetais. O objetivo é usar espuma como componente de sabor e textura.
Além da espuma tradicional, Vegg White, substituto vegetal da clara, tem ganhado espaço na mixologia da região, conforme reportado pelo veículo especializado. A prática se consolida como ferramenta de sabor.
Bangkok e a experiência sensorial
Na capital tailandesa, a cultura de bares busca oferecer experiências distintas para turistas e moradores. Espumas são usadas para simular a sensação de sobremesa em forma líquida, especialmente em cocktails com referências ao mango sticky rice.
O Firefly Bar, no Sindhorn Kempinski, ressalta o desafio técnico: obter espuma estável que complemente o sabor, sem dominá-lo. A espuma deve evoluir com o tempo, mantendo equilíbrio entre aroma e bebida.
Técnicas e objetivos dos bartenders
Profissionais enfatizam que a espuma não serve apenas à estética. Ela deve modular o aroma, a textura e a percepção da bebida desde o primeiro gole. O objetivo é deixar o espuma suave e integrada ao líquido subjacente.
Os bartenders também discutem a harmonização entre sabor e espuma, bem como o controle de temperatura, carbonatação e teor alcoólico, para manter a espuma estável durante o serviço.
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