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Obras raras de Magritte, Dalí e Tarsila deixam coleções privadas

Mostra na Pinakotheke reúne cerca de 150 obras de Magritte, Dalí e Tarsila vindas de coleções privadas brasileiras, ampliando a leitura do surrealismo até 15 de agosto

“La fin du monde”, 1963, de René Magritte (Foto: Jaime Acioli)
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  • A mostra Surrealismos – arte além da razão, na Pinakotheke, reúne cerca de 150 obras de Magritte, Dalí, Tarsila do Amaral e outros artistas, vindas de coleções privadas brasileiras, e fica em cartaz até 15 de agosto.
  • Destaca-se La fin du monde (1963), de René Magritte, pertencente a uma coleção particular, que pode ser vista pelo público em São Paulo durante a mostra.
  • O projeto nasceu da ideia de Max Perlingeiro em 2016, ganhou o curador Tadeu Chiarelli e foi adiado pela pandemia, coincidindo com a mudança da Pinakotheke para o espaço paulistano.
  • A nova sede fica em Higienópolis, num palacete dos anos 1930, perto da Avenida Paulista; a galeria havia instalado-se anteriormente no Morumbi, no Rio de Janeiro.
  • Além de Magritte, a exposição traz nomes como Dalí, Max Ernst, Giorgio de Chirico, Louise Bourgeois, Tarsila do Amaral, Maria Martins e Diego Rivera, entre outros.

A mostra Surrealismos – arte além da razão chega a São Paulo apresentando cerca de 150 obras de nomes como Magritte, Dalí, Tarsila do Amaral e outros. A seleção valoriza leituras ampliadas do surrealismo além dos marcos históricos do movimento. A curadoria é conduzida pela Pinakotheke.

Dentre as peças, destaca-se La fin du monde (1963), de René Magritte, pertencente a uma coleção privada brasileira. A pintura chama atenção pela tensão entre o cotidiano e o enigma, tema recorrente na obra do artista belga.

A exposição fica em cartaz até 15 de agosto na Pinakotheke, localizada na capital paulista. O foco é apresentar obras que, segundo a instituição, raramente circulam no circuito público.

Segundo o galerista e marchand Max Perlingeiro, todas as obras são de coleções privadas brasileiras, o que, na prática, oferece ao público a chance de ver peças pouco expostas. Ele destaca a raridade de algumas obras.

A mostra reúne ainda trabalhos de Dalí, Max Ernst, Giorgio de Chirico, Louise Bourgeois, Diego Rivera, Alberto Giacometti, Maria Martins, Tunga, Tarsila do Amaral e Henry Moore, entre outros nomes.

A ideia do projeto surgiu em 2016, após uma visita ao Centre Pompidou, em Paris, para uma exposição de Magritte. O objetivo era criar uma vitrine com obras de coleções nacionais, com curadoria de Tadeu Chiarelli.

A Pinakotheke mudou-se de sede para São Paulo, passando a ocupar um palacete dos anos 1930 no bairro Higienópolis. A mudança aproxima a galeria do circuito cultural da cidade, mantendo a relação com o Rio de Janeiro, onde a instituição foi fundada.

Antes da mudança, a Pinakotheke administrava mais de 20 coleções particulares. A nova casa mantém o conceito de percursos com desvios e encontros, em vez do cubo branco tradicional.

A obra de Magritte integrada à mostra exemplifica a proposta: deslocar o espectador para além da visão comum, conectando realidade e ambiguidades. O acervo inteiro enfatiza o imaginário surrealista brasileiro e internacional.

A nova sede paulista fica a poucos minutos da Avenida Paulista, em um espaço reformado que busca favorecer a circulação de visitas, com zonas de encontro inesperadas, segundo a gestão da galeria.

Além de Magritte, a mostra reúne trabalhos de várias gerações e estilos, com acervo que percorre o século XX até criações contemporâneas, destacando o papel do surrealismo na história da arte.

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