- Acusada de 36 anos, Jordélia Pereira Barbosa vai a júri popular nesta segunda-feira, 22 de junho, em Imperatriz, Maranhão, por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado por envenenamento.
- O caso envolve um ovo de Páscoa enviado como presente que matou um menino de 7 anos e uma menina de 13, além de deixar a mãe das crianças em estado grave; a sobrevivente é Mirian Lira.
- O julgamento foi adiado por recursos da defesa que contestaram a pronúncia e a competência do Tribunal do Júri, levando o processo a instâncias superiores.
- Investigações apontam motivação por ciúmes e desejo de vingança, ligado a um relacionamento da vítima Mirian com o ex-companheiro de Jordélia; a acusada reconheceu ter comprado e enviado o ovo, mas negou ter colocado veneno.
- Exames do Instituto de Criminalística identificaram veneno no chocolate e nos materiais apreendidos; o acesso ao Fórum de Imperatriz será controlado durante a sessão.
O caso envolvendo o ovo de Páscoa envenenado que ceifou a vida de duas crianças e deixou a mãe delas gravemente ferida chega ao júri popular nesta segunda-feira, 22 de junho, em Imperatriz, Maranhão. Jordélia Pereira Barbosa, 36 anos, é acusada de dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado por meio de envenenamento. O processo ganhou repercussão nacional pela gravidade das acusações.
Conforme o Ministério Público, o acesso ao Fórum de Imperatriz será restrito durante a sessão. As vítimas foram Luiz Fernando, 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, 13, que morreram após ingerirem o chocolate supostamente contaminado. A mãe das crianças, Mirian Lira, sobreviveu ao envenenamento e acompanha o desenvolvimento do caso.
Motivo do crime e provas
Investigações da Polícia Civil apontam que o crime teve origem em ciúmes e desejo de vingança. Mirian mantinha relacionamento com o ex-companheiro de Jordélia, o que teria motivado o planejamento do ataque. Jordélia confessou ter comprado e enviado o ovo, mas negou ter colocado veneno no chocolate.
Laudos periciais e imagens de câmeras, apresentados ao longo do inquérito, sustentam o indiciamento da acusada. Exames do Instituto de Criminalística identificaram veneno no chocolate e nos materiais apreendidos na prisão. O Ministério Público pediu a pronúncia, que foi contestada pela defesa em recursos que aguardaram análise pelas instâncias superiores.
Desdobramentos jurídicos
O julgamento pelo Tribunal do Júri foi mantido após a conclusão do inquérito e aceitação da denúncia pelo MP. Os advogados da defensora apresentaram recursos para anular a pronúncia, transferir o caso para outra esfera e reclassificar os crimes, o que atrasou o andamento processual.
A mãe sobrevivente, Mirian Lira, declarou sentir alívio pela rápida identificação do suspeita e pela prisão, mas afirmou que a justiça só estará completa com a sentença. O réu enfrenta o processo sob expectativa pública devido à gravidade das acusações.
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