- Júri popular começa hoje, 22 de junho de 2026, no Fórum Criminal de Guarulhos, para julgar três policiais acusados de matar Vinícius Gritzbach no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos.
- Serão sete jurados escolhidos entre a população; a previsão é de cerca de cinco dias de julgamento, e audiências no fórum ficam suspensas durante o processo.
- Acusados: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que também são ligados à morte do motorista de aplicativo Celso Novais e aos ferimentos de duas pessoas por estilhaços.
- Defesa afirma que houve manipulação pela Polícia Civil e que os réus não estavam em Guarulhos no dia do crime; prometem apresentar duas hipóteses plausíveis ao plenário.
- O julgamento é conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo; estão previstas a oitiva de testemunhas, interrogatórios e debates entre defesa e acusação.
Sob forte esquema de segurança, começa hoje, 22 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos, o julgamento de três policiais militares acusados de participar da morte do empresário Vinicius Gritzbach. O júri popular terá sete jurados e deve durar cerca de cinco dias, conforme previsão inicial.
A defesa sustenta que houve manipulação da investigação e nega participação dos réus no atentado. Os advogados afirmam que os policiais não estavam em Guarulhos no dia do crime e denunciando interferência de setores da Polícia Civil. O objetivo é esclarecer responsabilidades.
Estão no banco dos réus o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos presos. Eles são acusados pela morte de Gritzbach, que ocorreu em 8 de novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, e pela morte de Celso Novais, motorista de aplicativo, além de ferimentos a outras pessoas.
Ainda conforme o Ministério Público, Gritzbach era delator premiado que apontava ligados ao Primeiro Comando da Capital PCC e, antes de ser assassinado, havia assinado acordo de delação. A defesa porém contesta o vínculo entre os réus e o crime, afirmando que há uma linha de investigação que aponta para mandantes internos ao PCC e para a própria banda podre da polícia.
Júri popular
O júri é composto por sete jurados escolhidos entre a população. As sessões começam com a seleção dos jurados, seguem com oitiva de testemunhas e, na sequência, interrogatório dos réus. Ao todo, estão previstas 21 testemunhas para serem ouvidas. Promotores responsáveis são Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes.
Inquérito e antecedentes
A Polícia Civil havia indiciado seis pessoas pelo crime, apontando motivação de vingança e atuação de uma rede ligada ao PCC. Entre os indiciados estavam dois líderes da organização e membros ligados ao grupo, além de três policiais militares apontados como executores. Dois indícios permanecem sem tramitação neste estágio.
Desdobramentos no fórum
A atuação do júri within guarulhense envolve também o afastamento de outras audiências do fórum durante o julgamento. A área externa passa por bloqueios de ruas para garantir a segurança. A sequência do julgamento deverá definir se os três policiais serão condenados ou absolvidos.
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