- Autoridades indianas divulgaram um plano para resgatar Green Boots e afirmam que o escalador é Dorje Morup, não Tsewang Paljor, ambos morreram perto do cume no mesmo dia.
- Green Boots ganhou esse apelido por suas botas de tom verde; o corpo fica a cerca de 8.500 metros de altitude, a 350 metros do cume, em meio a temperaturas de até -30°C e ventos fortes.
- O edital de licitação pede uma equipe especializada com pelo menos seis Sherpas que já subiram o Everest, com transporte do corpo até a capital Delhi até outubro; a identificação de Morup foi citada como comprovada em processo anterior, sem detalhes.
- Recuperar o corpo é tarefa extremamente difícil; estima-se cerca de 40 dias desde o início, devido à altitude, peso do corpo e terreno acidentado; o custo pode ficar em torno de cerca de US$ 150 mil.
- Especialistas destacam que a operação é arriscada e exaustiva, com dúvidas sobre movimentos anteriores do corpo e possíveis impactos para famílias de vítimas e para quem está no terreno.
O corpo do alpinista conhecido como “Green Boots” pode finalmente retornar para casa, 30 anos após sua morte em uma caverna de calcário perto do cume do Everest. A missão, ainda em planejamento, pretende confirmar a identidade e retirar o corpo da zona de morte da montanha, na região de aproximadamente 8.500 metros de altitude.
Segundo documentos públicos, a Índia apresentou um edital que convoca empresas a disputar o resgate, exigindo uma equipe com pelo menos seis Sherpas que já tenham alcançado o cume diversas vezes. O objetivo é transportar o corpo para Délhi até outubro. A identificação de Green Boots aparece associada a Dorje Morup no plano, e não a Tsewang Paljor, conforme especulado por décadas.
Identidade em questionamento
Morup e Paljor faziam parte de uma expedição indo-tibetana que buscava a primeira ascensão indiana pelo norte, no mesmo dia em que os dois homens perderam a vida durante uma tempestade severa. A verificação da identidade de Morup foi citada no edital, sem detalhar os métodos usados ou o motivo da mudança de versão.
O resgate em alta altitude é considerado extremamente desafiador. Especialistas estimam que a tarefa exija gestão cuidadosa do oxigênio, planejamento logístico e riscos para a equipe, dada a dureza do ambiente. O custo do empreendimento costuma ficar próximo de grandes somas, e a missão envolve decisões complexas sobre prioridade entre familiares, segurança da equipe e preservação do local.
Desafios logísticos e temporal
A janela de recuperação depende de condições climáticas, com previsão de monções mais intensas entre junho e outubro, o que pode atrasar ou dificultar a operação. Empresas especializadas apontam que o processo completo pode levar várias semanas, desde a mobilização até o transporte final do corpo.
Sherpas experientes destacam o peso físico do trabalho: um corpo em equipamentos pesados pode chegar a 200 kg, e a recuperação envolve trechos de rocha e gelo. Em muitos casos, o retorno à civilização enfrenta barreiras legais, logísticas e emocionais para as famílias das vítimas.
Contexto histórico e impacto
Green Boots tornou-se um marco simbólico para alpinistas que enfrentam a rota nordeste, de acesso pela ponta tibetana. A localização permanece um ponto de referência para estratégias de escalada, bem como para debates sobre a memória de falecidos no Everest.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a retirada de corpos em montanha envolve riscos adicionais para equipes de resgate e para a própria montanha, onde cada decisão pode impactar outras pessoas. A continuidade do mistério sobre a identidade de Green Boots é alvo de análises e cautela institucional.
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