- A viúva do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais depôs no Fórum Criminal de Guarulhos, relatando dificuldades financeiras desde a morte do marido.
- O motorista foi baleado no rim enquanto passava pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos; estilhaços também atingiram o fígado dele, que morreu no dia seguinte ao assassinato de Vinicius Gritzbach, no local, em onze de novembro de dois mil e vinte e quatro.
- Um perito criminal afirmou que, aproximadamente, vinte e sete projéteis foram disparados naquele dia.
- Três policiais militares são réus no caso: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues; todos permanecem presos no Presídio Militar Romão Gomes.
- O júri popular tem sete jurados e segue com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, seguidas do interrogatório dos réus; defesa sustenta que os réus são inocentes e que o inquérito foi manipulado.
A viúva do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais relatou ao Fórum Criminal de Guarulhos as dificuldades enfrentadas desde a morte do marido, ocorrida durante o crime contra Vinicius Gritzbach. Ela depôs como testemunha de acusação.
O assassinato de Gritzbach ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 8 de novembro de 2024, quando homens encapuzados desceram de um carro e atiraram contra ele. O motorista também foi baleado, atingido no rim, e morreu no dia seguinte.
Segundo peritos, pelo menos 27 projéteis foram disparados naquele dia. A testemunha de acusação relatou ainda a situação financeira difícil após a perda do marido, que ajudava nos gastos domésticos.
A mãe do motorista, Aparecida Camilo, acompanhou o depoimento, chorando na plateia. A nora descreveu a dor da família e a pergunta constante do filho sobre o que aconteceu.
Dois ferimentos de estilhaços atingiram a motorista que estava no local, enquanto outra vítima teve ferimentos na barriga. As testemunhas eram, em geral, surpresas pela violência do ataque.
Três policiais militares são réus no caso, respondendo a acusações de homicídio. Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues aguardam julgamento no presídio militar Romão Gomes.
Os réus estiveram no Fórum apenas após as primeiras testemunhas de acusação serem ouvidas, em sessão que teve início com depoimentos de vítimas do crime. Os acusados acompanharam de dentro da sala de julgamento.
As testemunhas de acusação incluem dez pessoas, entre vítimas, familiares e peritos. Até as 14h, quatro depoimentos tinham sido realizados. A defesa, por sua vez, apresentou 12 testemunhas previstas.
Para o júri popular, foram escolhidos sete jurados, com três mulheres e quatro homens. O processo prevê um interrogatório dos réus, seguido de debates entre acusação e defesa para eventual condenação ou absolvição.
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