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Atendimentos de emergência por doenças respiratórias sobem em São Paulo

Emergências por doenças respiratórias sobem em São Paulo; maior alta em 60–80 anos (7%→14%) e 5–11 anos (3%→8%), 88% das unidades relatam aumento

Samuel Dias Barros de Souza, 7, usa bombinha de asma em seu quarto, na zona oeste de São Paulo; a família o levou ao pronto-socorro de um hospital por causa de um quadro de influenza, mas ele não precisou ficar internado
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  • Levantamento do SindHosp com 91 hospitais em São Paulo aponta aumento de atendimentos de emergências por doenças respiratórias nos 15 dias de 3 a 15 de junho, em relação ao mesmo período de 2025.
  • Oito oito por cento das unidades tiveram alta nesse tipo de atendimento, ante 74% no mesmo intervalo do ano anterior, que registrou mais casos de SRAG.
  • O maior crescimento ocorreu entre idosos de 60 a 80 anos, passando de 7% para 14%; entre crianças de 5 a 11 anos houve alta de 3% para 8%.
  • A maioria dos casos continua na faixa etária de 30 a 50 anos, com 65% em 2025 e 68% neste ano; bebês e crianças até 4 anos permaneceram estáveis.
  • Embora haja mais atendimentos, as internações não aumentaram na mesma proporção: 68% dos hospitais relataram alta de internações em 2026, contra 85% em 2025; orienta-se buscar atendimento ambulatorial antes da urgência e buscar urgência em caso de piora.

O aumento de atendimentos de emergência por doenças respiratórias em hospitais paulistas foi apontado em levantamento do SindHosp, que comparou 15 dias de junho deste ano com o mesmo período de 2025. Ao todo, 91 hospitais associados participaram da pesquisa. Em 88% das unidades houve elevação nesse tipo de atendimento.

O estudo foi realizado entre 3 e 15 de junho. Em relação ao ano anterior, 74% das unidades já haviam registrado alta de procura por casos de Srag no mesmo intervalo, uma diferença de 14 pontos percentuais. O foco é a conjuntura de serviços de saúde do estado.

Dados por faixa etária

O maior crescimento ocorreu em idosos de 60 a 80 anos, passando de 7% para 14% dos atendimentos. Entre adultos de 30 a 50 anos, a participação ficou em torno de 65% no ano passado e 68% neste. Entre crianças, houve leve alta de 5 a 11 anos, de 3% para 8%.

Em bebês e crianças de até 4 anos, os atendimentos permaneceram estáveis, em torno de 8% e 9%, respectivamente. O relatório cita ainda casos de influenza na família da secretária Marly Silva Dias, na zona oeste de São Paulo, que levou o filho Samuel a buscar atendimento médico, mas sem internação.

Contexto e orientações

Especialistas afirmam que o cenário está alinhado com tendências nacionais, com a maioria das unidades em alerta para Srag. A sazonalidade do inverno favorece a circulação de vírus conhecidos. A recomendação é buscar atendimento ambulatorial antes de recorrer imediatamente à urgência, salvo agravamento dos sintomas.

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