- A Justiça do Trabalho reconheceu vínculo entre Roberto Pereira Gozzi e a MN Terceiro Tempo Rádio e Publicidade LTDA entre 2013 e 2015, em processo movido por ele.
- O ex-funcionário afirmou ter trabalhado entre 2013 e 2017 sem registro em carteira, com jornadas excessivas, horas extras não pagas e diferenças salariais; a sentença determinou recolhimentos de FGTS e multas, além de outros valores.
- A decisão, já com trânsito em julgado, não acolheu indenização por assédio moral e confirmou condenação próxima de R$ 190 mil.
- Roberto disse ter tentado acordo antes de recorrer à Justiça, afirmou ter ganho o processo de forma tranquila e relatou um episódio com Fábio Carille que, segundo ele, teria contribuído para o desligamento.
- O jornalista afirma ter enfrentado novas ações após o primeiro caso, alegando perseguição e bloqueio de valores, além de dificuldades para retornar ao jornalismo esportivo.
A coluna Fábia Oliveira revelou que uma empresa ligada ao apresentador Milton Neves sofreu derrota definitiva na Justiça do Trabalho. O processo foi movido por Roberto Pereira Gozzi, ex-redator da MN Terceiro Tempo Rádio e Publicidade LTDA, entre 2013 e 2017.
Roberto afirmou ter trabalhado sem carteira por cerca de dois anos e depois ter sido enquadrado numa função distinta. O jornalista cobrou horas extras, diferenças salariais e FGTS, entre outros direitos. A ação reconheceu vínculo entre 2013 e 2015.
A Justiça considerou válido o vínculo trabalhista e aplicou normas do sindicato dos jornalistas. Houve condenação ao pagamento de horas extras, diferenças salariais, reflexos, FGTS e multas. Indenização por assédio moral foi rejeitada por falta de provas.
A sentença tornou-se definitiva após recursos rejeitados, segundo fontes da coluna. O valor da condenação final ficou próximo de 190 mil reais, conforme apurado pela equipe de Fábia Oliveira.
Novo processo e acusações de perseguição
Roberto afirmou ter tentado acordo antes de ingressar com a ação trabalhista e que a vitória foi obtida de forma tranquila, com comprovação das alegações. Ele relatou conflitos anteriores envolvendo entrevistas e programas.
O jornalista também descreveu supostos problemas na atuação da empresa, incluindo registro de jornalistas como redatores publicitários para reduzir custos e plantões extensos não remunerados. Ele afirmou conviver com dificuldades de saúde durante a Copa de 2014.
Perseguição e desdobramentos
Após o primeiro processo, Roberto diz ter enfrentado novas ações judiciais movidas pela mesma parte. Relata que, ao mudar para Minas Gerais, foi surpreendido com uma nova condenação sem ampla defesa.
Segundo ele, houve ainda prejuízo à sua atuação no mercado esportivo, com relatos de interferência que teriam afastado oportunidades em veículos de comunicação. O jornalista afirma estar exausto com a situação.
A coluna solicitou posicionamento de Milton Neves, que não respondeu até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
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