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Nova exposição de Cícero Dias destaca o abstracionismo geométrico

Nova mostra em São Paulo destaca o abstracionismo geométrico de Cícero Dias, revelando fase brasileira anterior às vanguardas europeias, com vinte obras de 1940 e 1950

'Sem Título' (1948), pintura a óleo de Cícero Dias
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  • A galeria Simões de Assis, em São Paulo, recebe a mostra “Cícero Dias: Pioneiro da Arte Abstrata no Brasil” até 18 de julho.
  • A exposição reúne vinte pinturas abstratas criadas nas décadas de 1940 e 1950, com foco no abstracionismo geométrico.
  • A obra apresentada inclui a tela Sem Título, de 1948, destacando formas geométricas e uso de cores vibrantes sobre fundo claro.
  • A proposta da mostra é situar o público brasileiro no abstracionismo de Dias, que migrou do surrealisme para a geometria abstrata após morar em Paris.
  • O percurso artístico de Dias contempla início no Brasil com aquarela e surrealismo, passagem pela experiência em Lisboa durante a década de 1940 e reconhecimento internacional na metade do século.

A galeria Simões de Assis, em São Paulo, inaugura uma nova mostra dedicada a Cícero Dias, destacando a fase do abstracionismo geométrico. A exposição fica em cartaz até 18 de julho, reunindo obras feitas nas décadas de 1940 e 1950.

A curadoria, liderada pelo diretor da galeria Guilherme Simões de Assis, enfatiza a transição de Dias do surrealismo para a abstração geométrica. Entre os destaques, a tela Sem Título, de 1948, integrada à mostra.

A exposição reúne 20 pinturas abstratas produzidas por Dias nesse período, marcando a consolidação de sua linguagem geométrica. A curadoria aponta a relevância histórica do conjunto para a cena brasileira.

Segundo a curadoria, a mostra busca aproximar o público brasileiro do abstracionismo de Dias, cuja fase parisiense o tornou referência internacional. O artista viveu no Brasil até 1937, quando passou a residir na Europa.

A trajetória de Dias começa em Pernambuco, com passagem pelo Rio de Janeiro, onde se aproximou de Di Cavalcanti e iniciou sua primeira exposição. Em Paris, em 1937-1938, o artista passou a dialogar com Kandinsky, Matisse e Léger.

Dias deslocou-se para Lisboa em 1942 para fugir ao nazismo, iniciando a experimentação com formas abstratas orgânicas. Ao longo dos anos 40, ele migrou de aquarela para óleo e explorou padrões vegetais e cores intensas.

A mostra de dias em São Paulo contextualiza o período de 1940 a 1950, quando o artista passou a enfatizar linhas retas, ângulos precisos e superposições que sugerem movimento. Tal linguagem é associada ao concretismo brasileiro que viria nos anos 1950.

O conjunto exibe a predileção de Dias por cores vibrantes, associadas à brasilidade observada por críticos. A obra de referência, embora marcada pela geometria, mantém expressão cromática marcante que dialoga com o abstracionismo europeu.

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