- A obra Persistence, de Helen Cammock, foi removida da National Portrait Gallery devido a críticas sobre o papel de Winston Churchill na fome de Bengal, em 1943.
- A instalação em vídeo de quarenta minutos é narrada pela artista, vencedora do Turner Prize.
- A remoção ocorreu na segunda-feira, após uma semana de críticas e pressão sobre o museu.
- Uma carta assinada por cinquenta pares — incluindo o neto de Churchill, Sir Nicholas Soames — contestou a linha que relaciona Churchill à fome.
- O museu afirmou que a obra era uma resposta artística à coleção e que suas opiniões não refletem necessariamente a instituição; Cammock defendeu a importância de questionar e desafiar narrativas históricas.
O National Portrait Gallery encerrou a exibição da instalação Persistence, da artista ganhadora do Turner, Helen Cammock, após críticas sobre o papel de Winston Churchill na fome de Bengal de 1943. A peça foi removida na segunda-feira, após uma semana de contestações e pressão sobre a galeria.
A obra, com narrativa de 40 minutos, aborda críticos históricos e citações controversas sobre Churchill. O texto central aponta que ele teria contribuído para a fome na população indiana, numa linha que gerou acalorado debate entre estudiosos e leitores da exposição.
Cammock, que co venceu o Turner em 2019, narra o vídeo e sustenta a importância de questionar histórias. A galeria informou que a peça foi retirada a pedido da artista, reconhecendo o direito de exibir arte, mas avaliando as reações negativas.
A controvérsia ganhou adeptos e opositores. Um grupo de 50 pares, incluindo o neto de Churchill, Sir Nicholas Soames, assinou uma carta contra a descrição da obra. A Telegraph também criticou a afirmação apresentada no filme.
A NPG afirmou manter seu compromisso com a expressão artística, ressaltando que a produção é uma resposta pessoal à coleção e não um documento. A galeria reforçou que as visões apresentadas não representam, necessariamente, a posição institucional.
Cammock reagiu, dizendo que artistas devem questionar e explorar histórias. Ela destacou a importância da pesquisa e do desafio como parte do trabalho criativo. A artista reiterou que a arte não deve recuar diante de pressões externas.
O episódio ocorre em meio a debates sobre o legado de Churchill e a fome de Bengal, com avaliações divergentes entre historiadores. A controvérsia envolve análise histórica, memória pública e os limites entre expressão artística e responsabilidade factual.
O NPG informou que o projeto pretendia oferecer espaço para respostas criativas à sua coleção e que a obra permaneceu temporariamente exposta por 10 meses, com término previsto para agosto. A instituição afirmou manter o respeito às vozes retratadas em suas paredes.
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