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Polícia prende líderes do PCC em SP ligados a tráfico e fuga no Paraguai

Operação do Deic prende dois líderes do PCC em São Paulo, ligada à Sintonia Final da Leste; terceiro integrante permanece foragido

Tráfico e fuga no Paraguai: polícia prende líderes do PCC em SP
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  • A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois integrantes do PCC durante operação contra núcleo ligado à Sintonia Final da Leste, nesta terça-feira (23/6).
  • A ação mobilizou 28 equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais, com 21 mandados de busca e apreensão e 3 de prisão temporária em Atibaia, Itanhaém e na Zona Leste de São Paulo.
  • Os presos são Cícero Marcos Silva de Souza, conhecido como Caveira, e Gladson Loschiavo de Campos, o Glay; um terceiro integrante permanece foragido com nome preservado.
  • Caveira é apontado como operador de alta relevância na logística de drogas e armas, comunicação dissimulada e articulação com outros membros; houve associação a operações no Paraguai em maio de 2019 e a uma fuga de penitenciária em 2020.
  • Glay atuava como articulador entre a Zona Leste e a Baixada Santista, ligado à logística de drogas e armas; já teve antecedentes por roubo e tráfico. A investigação identificou uma estrutura criminosa com lideranças, núcleo logístico, retaguarda e possível braço financeiro, com diligências para localizar celulares, computadores e outros elementos.

Na manhã desta terça-feira (23/6), a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma operação que mira um núcleo ligado à facção, vinculado à chamada Sintonia Final da Leste. A ação mobilizou 28 equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em Atibaia, Itanhaém e na Zona Leste da capital.

Os alvos ocupam posições de destaque na estrutura da organização criminosa. Caveira, identificado como Cícero Marcos Silva de Souza, é apontado como operador de alta relevância na logística de drogas e armas, além de comunicações dissimuladas e articulação com outros membros. Glay, Gladson Loschiavo de Campos, atuaria como articulador entre a Zona Leste de SP e a Baixada Santista, com ligação à logística de drogas e encontros entre integrantes.

Um terceiro integrante, cujo nome não foi divulgado por ainda estar foragido, completa o trio de presos até o momento. Caveira já possui antecedentes por crimes patrimoniais, tráfico de drogas e associação para o tráfico, com registro de participação em uma operação de 2019 envolvendo transporte de maconha, armas e granadas no Paraguai. Em 2020, seu nome apareceu em lista de fugitivos após a fuga em massa da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero.

Pontos-chave da operação

As investigações identificaram uma estrutura criminosa complexa, com lideranças, operadores, núcleo logístico, retaguarda operacional e possível braço financeiro. As provas reunidas incluem informações de inteligência, campanas, monitoramentos e registros fotográficos, além de identificação de veículos e endereços.

As buscas visam localizar aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, chips, documentos, registros empresariais e anotações que ajudem a esclarecer a extensão da organização, identificar novos integrantes e aprofundar apurações sobre os núcleos logístico, familiar-operacional e financeiro.

Estrutura criminosa e desdobramentos

A investigação descreve uma rede estruturada, com áreas dedicadas à logística de drogas e armas, comunicação entre núcleos e retaguarda financeira. Até o momento, Caveira e Glay foram presos, com o terceiro integrante foragido, ainda sob monitoramento das autoridades. A polícia não divulgou prisões ou quebras adicionais até o fechamento desta edição.

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