- A professora Suelen da Cruz Nunes foi presa por engano em Vilhena, Rondônia, após ser confundida com outra mulher de nome parecido que tinha mandado de prisão por pensão em Aparecida de Goiânia (GO).
- O mandado foi emitido pelo Tribunal de Justiça de Goiás devido a inconsistência cadastral e indicação equivocada de CPF.
- Suelen foi abordada na escola por volta das 11h e ficou aproximadamente onze horas detida até a emissão do alvará de soltura, às 22h15.
- A Defensoria Pública de Goiás afirmou ter atuado com base no termo de declarações e que providências foram tomadas para corrigir o erro; a advogada aponta que apenas o último sobrenome difere do da outra Suelen.
- A divergência ocorreu por falha na digitação dos dados e CPF da pessoa correta, com retificação solicitada pelo juiz, mas não executada anteriormente.
Suelen da Cruz Nunes, professora de Vilhena (RO), foi presa por engano na última terça-feira, 16, após ser confundida com uma mulher de nome similar que tinha mandado de prisão por pensão alimentícia. O mandado partiu de Aparecida de Goiânia (GO), cidade em que a docente nunca esteve.
A confirmação do engano ocorreu quando a professora foi abordada dentro da escola pela manhã. Ela permaneceu detida por cerca de onze horas até que o erro fosse corrigido. A situação causou abalo emocional e sentimento de humilhação, segundo relato à CNN Brasil.
Advogada de Suelen, Wilma Fernandes, informou que a consulta ao processo revelou apenas uma diferença no último sobrenome entre as duas pessoas. O juiz then emitiu alvará de soltura, concluído às 22h15, momento em que a professora deixou a unidade policial.
Dinâmica do erro
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) reconhece que houve inconsistência cadastral, com a indicação incorreta do CPF, o que gerou o mandado contra a outra mulher. A Defensoria Pública de Goiás afirmou ter atuado com base em termos de declaração e tomou providências para solucionar o equívoco.
Suelen foi informada, ainda na escola, de que havia mandado de prisão por falta de pagamento de pensão na cidade citada. A professora explicou que nunca esteve em Aparecida de Goiânia e que sua filha, de oito anos, mora com ela. Mesmo assim, foi conduzida à delegacia.
Na delegacia, a delegada informou que a acusação seria publicada apenas após a verificação dos dados. A moradora acabou encaminhada ao presídio feminino enquanto não houvesse a retificação. Em depoimento, Suelen detalhou a preocupação com sua filha autista e com a mãe oncológica, agravando o impacto da prisão.
A Defensoria Pública, ao apresentar o caso, encaminhou documentos ao assessor do juiz responsável pela prisão e obteve o alvará de soltura após a correção cadastral. A professora relatou o momento de alívio ao saber da liberação.
O que mudou com a correção
Segundo a defesa, a filha da outra Suelen moveu um processo de regularização de visitas e alimentos, com alimentos provisórios não pagos, o que pode ter motivado o erro no cadastro. O TJGO ressaltou que a tramitação ocorreu sob sigilo e que as providências para correção foram adotadas assim que identificadas as inconsistências.
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