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Em SP, pessoas da periferia levam o triplo do tempo no transporte público

Marsilac gasta quase o triplo de tempo no transporte público em relação a Pinheiros, evidenciando desigualdade de mobilidade e déficit de infraestrutura

Ônibus municipal trafega em faixa exclusiva na cidade de São Paulo
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  • Em Marsilac, sul de São Paulo, o tempo médio de deslocamento no pico da manhã chega a 71 minutos, versus 25 minutos em Pinheiros, com a média municipal em 41 minutos em 96 distritos.
  • O estudo é o Mapa da Desigualdade 2026, divulgado pela Rede Nossa São Paulo, nesta terça-feira (23).
  • Os melhores índices de mobilidade ficam concentrados nas áreas centrais da cidade.
  • Vinte e dois distritos periféricos, entre eles Jardim Ângela, Brasilândia e Marsilac, registram 0% de acesso a transporte de massa em um raio de 1 km; já Sé, República e Bela Vista têm 100% de cobertura.
  • A pontuação é comparativa: o melhor indicador recebe 96 pontos e o pior fica com 1, com a nota final sendo a média de todos os indicadores, para orientar investimentos públicos.

O Mapa da Desigualdade 2026, divulgado pela Rede Nossa São Paulo nesta terça-feira (23), mostra que moradores de Marsilac, no extremo sul de São Paulo, passam quase o triplo do tempo no transporte público em relação a quem vive em Pinheiros, na zona Oeste. O estudo aponta diferenças explícitas na mobilidade entre distritos da capital.

No pico da manhã, o tempo médio de deslocamento em Pinheiros é de 25 minutos, enquanto em Marsilac chega a 71 minutos. A média geral entre os 96 distritos da cidade é de 41 minutos, com os melhores índices concentrados nas áreas centrais.

A pesquisa mostra ainda desigualdade na infraestrutura. Em 22 distritos periféricos, incluindo Jardim Ângela, Brasilândia e Marsilac, não há acesso a transporte de massa em um raio de 1 km. Distritos como Sé, República e Bela Vista possuem cobertura de 100%.

Desigualdade de infraestrutura

O cálculo da pontuação do mapa funciona por comparação: o distrito com o melhor valor recebe 96 pontos, enquanto o pior fica com 1. A nota final é a média obtida em todos os indicadores analisados.

Segundo a organização, a ferramenta ajuda o poder público a identificar prioridades de investimentos e de infraestrutura urbana. O objetivo é orientar políticas públicas visando reduzir o gap entre regiões da cidade.

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