- A partir de quarta-feira, 24, começa a fase Modo Recuperação do Celular Seguro, para combater receptação e recuperar aparelhos roubados.
- O Banco Nacional de Celulares com Restrição reúne dados de aparelhos roubados, furtados ou extraviados desde 2020, com estimativa de 3 milhões de dispositivos em uso no Brasil fruto de crime.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública começou a enviar notificações a 100 mil usuários, com a meta de alcançar todos os aparelhos com registro de roubo.
- Caso não haja devolução, pode haver presunção de receptação dolosa, com medidas que vão de intimação pela polícia ao bloqueio de acesso ao gov.br e ao aparelho.
- A recuperação será realizada pelas Polícias Civis dos estados, com tecnologia já utilizada no Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará; dados vêm de boletins de ocorrência, operadoras, CEMI da Anatel e ABR Telecom.
O governo federal deu início, nesta quarta-feira, 24, a uma nova fase do programa Celular Seguro. O MJSP lançou o Modo Recuperação, que busca desestimular a receptação e recuperar aparelhos roubados ou furtados.
A iniciativa usa o Banco Nacional de Celulares com Restrição, que reúne registros desde 2020 em todo o país. Dados indicam que milhões de aparelhos em uso podem ter relação com crime. O objetivo é identificar e recuperar esses dispositivos.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que 100 mil de cerca de 3 milhões de usuários receberão notificações para devolverem os aparelhos às autoridades policiais. A meta é alcançar retroativamente todos os dispositivos com registro de roubo.
A medida permite aos donos devolverem os aparelhos antes de serem enquadrados por receptação. Em caso de não devolução, há abertura de processo, com intimidação pela polícia e possíveis bloqueios de serviços governamentais e acesso ao dispositivo.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública explicou que a recuperação será realizada pelas Polícias Civis dos estados. A prática já foi adotada anteriormente no Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará.
A partir de hoje, qualquer registro de roubo ou Furto vinculado ao Celular Seguro, por meio de dados de operadoras, BOs, ou sistemas de segurança, alimenta o Banco Nacional de Celulares com Restrição. Usuários que adquirirem aparelho com restrição receberão notificação automática.
Para consultar se o celular é fruto de crime, o público pode acessar o site do programa. A consulta usa o IMEI, o identificador de 15 dígitos do aparelho, que pode ser verificado discando *#06#. O resultado indica se há restrição.
O secretário Chico Lucas enfatizou que a primeira etapa presume boa-fé do usuário. Não devolver o aparelho pode levar a bloqueios progressivos, inclusive do gov.br e de redes sociais, até o bloqueio total do dispositivo.
O Celular Seguro foi lançado em 2023 como aplicativo que permite cadastrar aparelhos e bloquear o celular em caso de roubo, furto ou perda. A ferramenta também oferece o bloqueio de contas vinculadas ao telefone.
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