- O quinto álbum de Lizzo, Bitch, saiu em 5 de junho pela Atlantic Records e vendeu 2.649 cópias na primeira semana, com nearly 2,7 milhões de streams sob demanda.
- Na segunda semana, as vendas caíram para 650 unidades, e os streams ficaram em pouco menos de 900 mil; o disco não entrou no ranking da Billboard 200.
- Executivos da indústria questionam se a ausência de uma base de fãs consolidada e mudanças no consumo de música ajudam a explicar o desempenho fraco. Lizzo também reconhece mudanças no modelo de consumo e na promoção.
- Os três singles divulgados — Don’t Make Me Love U, Bitch e Sexy Ladies — não tiveram apoio expressivo de rádio ou streaming até o momento; a faixa Sexy Ladies é destacada pela colaboração com Tay Keith (falecido).
- O cenário da gravadora e a percepção pública sobre Lizzo coexistem com controvérsias anteriores, incluindo acusações de assédio em 2023, que contribuíram para a queda de confiança do público.
O novo álbum de Lizzo, intitulado Bitch, não decolou nas paradas logo na estreia. Em 5 de junho, pela Atlantic Records, ele somou apenas 2.649 cópias vendidas na primeira semana, com quase 2,7 milhões de streams.
Na segunda semana houve queda expressiva: 650 unidades vendidas e pouco menos de 900 mil streams. O desempenho ficou atrás do antecessor Special, lançado em 2022, que abriu com 39 mil cópias e 69 mil unidades equivalentes de álbum.
Executivos da indústria avaliam que fatores como o afastamento da base de fãs e a mudança no modelo de consumo influenciaram o resultado. A percepção é de que Lizzo marcou época com hits de rádio, mas não construiu um núcleo fiel de fãs.
Lizzo já vinha ajustando seu estilo e direção criativa nos últimos anos. Paralelamente, o público passou a valorizar o streaming e a busca por novidades, o que alterou a relação entre artista e mercado.
A artista reconheceu mudanças no consumo musical, associando-as a transformações no rádio e no streaming. Em declarações públicas recentes, ela apontou que a forma como fãs descobrem música mudou bastante nos últimos três anos.
No histórico de singles, Don’t Make Me Love U, Bitch e Sexy Ladies foram trabalhados como faixas que não obtiveram tração expressiva em rádio nem em streaming até o momento. A faixa Sexy Ladies ganhou promoção adicional após a morte do produtor Tay Keith.
Analistas indicam que investir pesado em promoção de rádio hoje envolve orçamento realista e alinhado à base de fãs existente, algo que nem sempre acontece com artistas em baixa ou em transição de imagem.
A situação de Lizzo também é analisada sob o prisma de confiança entre artista e público, abalada por acusações de ambiente de trabalho hostil e outras questões legais. A artista afirmou que prefere confrontar a verdade a aceitar acordos fáceis.
Alguns especialistas destacam que a indústria tem visto artistas com histórico de sucesso enfrentar períodos de reconsideração do público, mesmo com bases sólidas. O retrato geral sugere um momento de avaliação de estratégias de promoção.
Lizzo iniciou carreira com forte presença na mídia, incluindo premiações como o Grammy. Hoje, a avaliação é de que o retorno a maiores públicos pode depender de novos caminhos criativos e de uma estratégia de lançamento mais alinhada ao mercado atual.
Sobre o futuro, fontes apontam que ainda há espaço para recuperação de Lizzo, desde que haja reajuste de comunicação com fãs e novas abordagens de promoção. A expectativa é de que haja planejamento para manter a relevância da artista no pop atual.
Representantes de Lizzo não comentaram o assunto. A equipe da Atlantic Records também não se pronunciou sobre o desempenho de Bitch até o fechamento deste texto. O panorama permanece em avaliação pela indústria.
Entre na conversa da comunidade