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História de Recife é resgatada em livros sobre seus edifícios modernistas

Projeto Prédios do Recife amplia a pesquisa sobre arquitetura modernista, envolve público e aponta o abandono de edifícios históricos com nova edição pela Editora Paradoxum

O projeto Prédios do Recife, da arquiteta Maria Laura Pires, resultou em duas publicações que, por meio de fotografias e pequenos textos, buscam dar visibilidade ao patrimônio arquitetônico modernista da capital pernambucana. Na imagem, o edifício-sede da Companhia Energética de Pernambuco (CELPE), considerado um marco da arquitetura moderna no estado por suas soluções projetuais adaptadas ao clima quente e úmido da região. O projeto foi assinado pelos arquitetos Vital Pessoa de Melo (1936–2010) e Reginaldo Esteves (1930–2012), com paisagismo de Roberto Burle Marx (1909–1994)
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  • O projeto Prédios do Recife, criado pela arquiteta Maria Laura Pires, registra, documenta e divulga a arquitetura moderna na cidade, por meio de pesquisa, fotografia e relatos.
  • Foram lançados dois volumes: o Volume I, com vinte edifícios modernos, lançado oficialmente em dois mil e vinte e um; e o Volume II, com mais vinte e quatro construções, publicado dois anos depois.
  • As obras ampliam o recorte para incluir imóveis icônicos como Hotel Central, Cine Art Palácio, Edifício JK e Edifício Duarte Coelho, entre outros, com textos sobre cada projeto e fotografias.
  • A pesquisa envolveu levantamento bibliográfico, visitas de campo, questionários e entrevistas com especialistas, além da observação de como moradores percebem as construções.
  • A autora está trabalhando na reedição das publicações pela Editora Paradoxum, destacando a importância da memória urbana e do debate público sobre a preservação do patrimônio modernista.

Recife ganha dois livros que resgatam sua arquitetura modernista. A iniciativa prize pelo projeto Prédios do Recife, conduzido pela arquiteta Maria Laura Pires, reúne pesquisa histórica, fotografia e relatos sobre edificações que moldam a paisagem da cidade.

Nascido na vida acadêmica, o projeto teve início em 2016, quando Maria Laura ainda estudava na UNICAP. Ela percebeu que construções modernas eram parte do cotidiano, mas pouco reconhecidas como patrimônio cultural.

A educadora registrou os edifícios por meio de fotos e passou a compartilhar o material nas redes sociais, iniciando um registro público da memória arquitetônica recifense.

Publicação e volumes

Em 2020, foi lançada uma campanha para imprimir 500 exemplares do Volume I, com 20 edificações modernas. O livro foi apresentado oficialmente em 2021, seguido, dois anos depois, de 500 cópias adicionais do Volume II, com 24 novas obras.

Objetivo da pesquisa

A pesquisa ampliou o levantamento bibliográfico com guias, sites, dissertações e estudos sobre arquitetos relevantes para a identidade da arquitetura de Pernambuco. Entre eles, Delfim Amorim e Acácio Gil Borsoi aparecem como referências.

O estudo também inclui grupos focais e questionários para entender como especialistas e frequentadores percebem as edificações, além de observar a cidade de perto.

Percurso de campo e obras destacadas

Grande parte do trabalho ocorreu em ruas de bairros como Santo Antônio e Boa Viagem, com registro de fachadas e detalhamentos que ajudam a contar a história recifense. O Portinari, em Boa Viagem, é citado entre os trabalhos de Borsoi.

No segundo volume, são apresentados 24 marcos, incluindo o Hotel Central (1927–1928) e o Cine Art Palácio (1936), de Rino Levi, com ficha técnica e texto narrativo para cada edição.

Formato e estrutura

A organização dos livros mantém padrão semelhante: nome da edificação, ano, arquiteto e localização, seguido de fotografias e um breve texto histórico. A fotografia é central, revelando memória e, ao mesmo tempo, abandono de algumas obras.

Entre as descobertas, o Edifício JK chama atenção pelo uso de motores alemães ainda presentes no prédio, tema que tem sido alvo de estudos. A Igreja Nossa Senhora de Fátima também ganha destaque pela fusão de elementos futuristas com concreto armado.

Memória e futuro

O Edifício Duarte Coelho, que alojou o Cinema São Luiz, é citado como exemplo de ocupação de quadra pela arquitetura modernista. O projeto enfatiza que a preservação envolve atores públicos, moradores e toda a sociedade para manter a memória urbana.

A autora está reeditando as obras pela Editora Paradoxum, ampliando o diálogo público sobre a arquitetura modernista do Recife e fortalecendo o sentimento de pertencimento da população.

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